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A Importância da Extensão do Metropolitano de Lisboa de Telheiras à Pontinha

O Metropolitano de Lisboa (ML) discute há mais de 20 anos o cruzamento da linha verde com a linha azul na zona ocidental da cidade, algures no território ocupado pela Junta de Freguesia de Carnide.

Infelizmente, ao longo destas duas décadas, foi apenas dado um pequeno e tímido passo para a realização deste projecto, com a inauguração do troço Campo Grande – Telheiras. Com efeito, em 2 de Novembro de 2002, a linha verde progrediu uns escassos 750 metros rumo à zona ocidental da cidade, com a abertura ao público da estação de Telheiras.

ML_Extensão Telheiras - PontinhaDesde então, o ML tem vindo a estudar com maior pormenor o prolongamento da linha verde em direcção à linha azul. O último projecto, apresentado em 2 de Setembro de 2009, prevê a execução do empreendimento Telheiras – Pontinha, que deverá englobar quatro nós.

- Actualmente, depois de saírem da estação de Telheiras, os comboios efectuam terminal sensivelmente por baixo da Estrada de Telheiras. Desta forma, será apenas necessário avançar pouco mais do que algumas dezenas de metros, através da Rua Fernando Namora, até se alcançar a primeira estação desta extensão. Designado por Fernando Namora, este nó deverá localizar-se à entrada da Escola Básica São Vicente (Telheiras), onde será estabelecida uma correspondência com a carreira 767.

- Posteriormente, deverá ser seguida a Alameda Roentgen até se encontrar a estação seguinte, provisoriamente baptizada por Senhora da Luz, a edificar nas imediações da Praça São Francisco de Assis. Será criada uma ligação com a carreira 703.

- Seguidamente, deverá ser percorrida a Avenida Cidade de Praga, até à zona da Quinta das Camareiras. O terceiro nó deste prolongamento, designado por Padre Cruz, deverá localizar-se algumas centenas de metros mais à frente, no final da Avenida Professor da Gama Caeiro, nas imediações da Igreja Paroquial do Bairro Padre Cruz. Será estabelecida uma correspondência com as carreiras 729 e 747.

- Finalmente, deverá ser atravessado o terreno a ocupar pela futura Feira Popular. Assim sendo, a linha verde deverá intersectar a linha azul na estação da Pontinha, inaugurada em 18 de Outubro de 1997 e servida pelas carreiras 724, 726, 729, 747 e 768.

Muito embora existam vários empreendimentos importantes e relevantes, a extensão Telheiras – Pontinha apresenta numerosas mais-valias, entre as quais devem ser destacadas as seguintes:

- Aumento da centralidade da rede do ML, através da concretização do fecho da malha composta pela linha verde e pela linha azul;

- Encurtamento das deslocações dos passageiros, não apenas em distância-custo como também em distância-tempo;

- Maximização da oferta de transportes públicos, actualmente insuficiente e deficiente, em zonas como Telheiras, Parque dos Príncipes, Quinta dos Inglesinhos, Horta Nova e Bairro Padre Cruz;

- Melhoria da acessibilidade à futura Feira Popular, através da construção de uma nova estação junto ao seu topo norte.

Do ponto de vista técnico, este prolongamento goza também de uma dificuldade de construção relativamente baixa, tendo em conta que atravessa zonas da cidade ainda recentes e ainda não totalmente consolidadas. Por fim, o ML poderá ligar não só muito mais facilmente como também muito mais rapidamente os seus dois únicos Parques de Materiais e de Oficinas, localizados nas Calvanas, perto do Campo Grande, e na Pontinha.

O Plano Estratégico dos Transportes, a vigorar entre 2014 e 2020, reservou 580 milhões de euros para “outros serviços públicos de transporte de passageiros a nível nacional”. Desta forma, o actual Governo deverá canalizar parte deste montante para a concretização do amplamente consensual empreendimento Telheiras – Pontinha.

Fonte do Mapa: Plano Director Municipal (PDM) da Câmara Municipal de Lisboa

Por Pedro Pinto

Nota da Redacção: Artigo inicialmente publicado pelo autor no Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Carnide, em Junho de 2016, onde teve a oportunidade de defender a extensão do Metropolitano de Lisboa (ML) de Telheiras à Pontinha.

Perspectiva que observa como “absolutamente vital não apenas para os bairros que atravessaria como também para a cidade como um todo”.