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EMEF em silêncio de regresso ao futuro

Numa altura em que o termo “foi suprimido” assume contornos de nova oferta de transporte no modo ferroviário de passageiros em Portugal. No terreno a rotina de comboios não realizados é diária e não olha para o tipo de serviço, material circulante ou linha.

A EMEF, empresa de manutenção peça central na colocação dos comboios a circular em segurança, continua o silêncio sobre o seu futuro, mas segundo o compromisso, apresentado pela Tutela ao Tribunal de Contas, não será o que vigorou até aqui.

Para já, e isso é concreto, está por saber o que realmente integrará a CP no interlúdio da estória da manutenção ferroviária em território nacional.

Na opinião do Sindefer, um dos sindicatos do sector com presença na área da manutenção, o futuro da EMEF passa por ser uma entidade gestora de contratos.

“É que, o vazio instalado para a EMEF, faz-nos acreditar, para além dos ACE/Mercadorias e ACE/Guifões, se preparam o ACE/Carruagens e o ACE/Alta Velocidade. Depois ficaria por resolver o ACE/L. de Sintra e a posterior reintegração da velharia restante na CP, ficando a EMEF apenas como gestora de contratos”, lê-se na página da ORT.

Contacto próximo do sector revê-se na leitura e acrescenta mais uma ACE ao cenário. Um Agrupamento Complementar de Empresas com a Alstom para os bogies.

A empresa francesa detém a tecnologia de fabricação e homologação e numa parceria poderá fornecer o projecto, que no caso português acaba invariavelmente por se traduzir num molde para produção de poucas peças.

Assinalar ainda que aumentar a velocidade dos bogies também implica custos que se podem revelar onerosos devido à titularidade das patentes.

Sobre o momento a leitura do Sindicato acrescenta, com base negociação do regulamento de carreiras que decorre  entre uma plataforma de sindicatos e a administração da EMEF, que a falta de convicção poder ser um sinal.

O tema não está a avançar porque, refere, o objectivo será ganhar tempo para a execução da reestruturação ou desmantelamento – dependendo do ponto de vista do processo em curso – da empresa.

Entretanto EMEF e a plataforma sindical única têm em discussão o acordo de empresa e a regulamentação de carreiras.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.