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AMF inaugura exposição sobre chegada da tracção eléctrica ao Entroncamento

AMF60ElectrificaoNo dia 30 de Junho, exactamente sessenta anos passados sobre a chegada tracção eléctrica ao Entroncamento, a AMF – Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário inaugurou na Galeria Municipal do Entroncamento a exposição “60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento”.

A sessão de apresentação da exposição, que estará patente até 12 de Junho podendo ser visitada de terça a domingo das 15h00 às 19h00, teve lugar na Galeria Municipal do Entroncamento.

Marcaram presença associados da AMF, representantes da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, imprensa e munícipes.

Na exposição a ponte com a história é feita por 10 painéis, onde, por meio de imagens e recortes de jornais de época, será possível recuar no tempo.

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Na Galeria Municipal, momentos antes das intervenções de abertura, a webrails.tv falou com Manuela Poitout, presidente da AMF, que desvendou algumas dimensões da proposta da Associação.

Na introdução à exposição intervieram além de Manuela Poitou, a vereadora da Câmara Municipal do Entroncamento Ilda Joaquim, e o associado AMF José Eduardo Neto da Silva.

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A exposição lembrará os visitantes, por exemplo, que a composição protagonista da viagem inaugural foi uma UTE da primeira fase. A UTE 2001, último exemplar dessa série, foi abatido para sucata em 2017.

Na proposta que conta com o apoio do Município e da CP Comboios de Portugal será ainda possível acompanhar os momentos que antecederam a partida da circulação especial, em Lisboa, ou a festa promovida pela CP no restaurante da estação do Entroncamento, a dar relevo ao acontecimento.

Por outro lado não foi possível deixar de notar a ausência do Museu Nacional Ferroviário na inauguração da exposição “60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento”.

A instituição está sediada no Entroncamento onde se assume como um equipamento de referência para cidade, e por a sua temática ser a ferrovia.

Se por um lado se nota a falta de solidariedade, e até uma fuga à obrigação, em apoiar e acarinhar projectos dentro do âmbito que fundamenta a existência do Museu e Fundação Museu Nacional Ferroviário.

Por outro pode questionar-se qual utilidade da direcção do Museu e quais serão as prioridades, quando não serve para assinalar datas de referência para a história que tem de preservar e evidenciar datas relevantes para a cidade  que diz ser sua.

Depois, se não é capaz, ou não tem capacidade para organizar, ou porque não tem pessoal ou porque o pessoal não tem conhecimento, porque será que não se disponibilizou para acolher e divulgar “60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento”.

Isto quando se sabe que ultima exposição temporária é feita com reservas, porque não se foi capaz de fazer melhor.

Entretanto, e segundo foi possível apurar, depois de “60 anos da chegada da tração elétrica ao Entroncamento” a AMF poderá apresentar nova exposição de temática ferroviária até ao final do ano. Há matéria prima, um ponto de partida, e trabalho de campo para dar dimensão a novo projecto.