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CFM facilita transporte de rochas ornamentais

O Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) e os empresários do sector das rochas ornamentais chegaram a acordo para a ferrovia ter um papel mais relevante no transporte de granito para o porto do Namibe.

A empresa pública baixou as tarifas de AKz 7,5 a tonelada por quilómetro, para 6,5 kwanzas.

O acordo surge três anos depois do começo das discussões, como resultado da pressão que os governos do Namibe e da Huíla exerceram nos últimos oito anos para que se proibisse o transporte do granito, mármore e de combustíveis pela via rodoviária, por ser a responsável pela degradação acelerada da Estrada Nacional Nº280.

Em declarações à Angop, o administrador financeiro do CFM, António Conceição, disse que a empresa baixou o preço da transportação de AKZ 7,5 a tonelada por quilómetro, para AKz 6,5, ao longo dos 253 Km de linha entre o Lubango e Namibe.

Assim, por cada bloco de granito, enquanto nos camiões os operadores pagam 90 mil kwanzas, o comboio está a fazê-lo por AKZ 41 mil, reduzindos os custos de transportação na ordem de 30%.

Disse que o CFM aumentou a frequência do comboio de carga de duas para cinco viagens semanais, com vista a dar resposta à demanda, assim como melhorar as condições técnicas e operacionais da empresa que tonaram viável o cumprimento desse novo desafio.

“Estamos a trabalhar com quatro das oito empresas que operam neste segmento e elas admitem que conseguem obter um ganho de 30% em custos de transportação desde que optaram pelo CFM”, disse a fonte.

Ao todo, segundo o administrador, os comboios do CFM transportam por semana cem blocos de granito, uma média de 500 toneladas/dia.

Por outro lado, fez saber que o CFM está a transportar mais cem mil passageiros por mês, no percurso de 900 Km entre Namibe, Lubango e Menongue, além do comboio urbano do Lubango e no ramal Dongo – Tchamutete, no município da Jamba.

“Em 2012 tinha sido paralisado o transporte de pessoas na rota Lubango – Namibe, porque não era rentável, mas retomamos no primeiro trimestre deste ano e as coisas mudaram de figurino”, referiu.

A produção de rochas ornamentais na Huíla em 2017 cifrou-se em 36 mil e 168 metros cúbicos, representando 103 mil e 298 toneladas.

Dessa quantidade, 34 mil e 334 metros cúbicos foram exportados através do Porto do Namibe para Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, China e Índia, gerando receitas de cinco milhões, 726 mil e 717 dólares, contra os sete milhões, 922 mil e 443 dólares de 2016.

A reabilitação e modernização do CFM começou em 2006 e ficou concluída em 2014, tendo sido avaliada em um bilião e duzentos milhões de dólares, tendo contemplado a recuperação completa da linha, construção de 56 estações de primeira, segundas e terceiras classe.

ANGOP