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CP está com “dores de crescimento” mas não pelo lado da EMEF

De acordo com Guilherme d’Oliveira Martins a situação actual da CP deve-se a “dores de crescimento”, já os sindicatos, numa altura em que o tema são os novos horários do operador, questionam se ainda assim as imobilizações não serão para continuar e aumentar.

A ruptura que se vive no modo ferroviário de passageiros, para o secretário de Estado das Infraestruturas, justifica-se com o aumento da procura e a falta de investimento no sector.

O lado sindical não pega nas dores da CP, mas questiona-se como é que no presente a estabilização da oferta com os novos horários não estará comprometida, se a manutenção não está normalizada.

Do lado da empresa de manutenção, a EMEF, o SNTSF diz que a contratação de trabalhadores continua bloqueada, e que o processo de aquisição de peças continuar a ser burocrático.

Sentido em que com a situação da EMEF por resolver questiona, se mesmo com a remodelação dos horários, para diminuir a oferta, os comboio imobilizados não irão continuar e aumentar.

“Está anunciada mais uma redução de comboios por ocasião dos novos horários, que pelo que é público abrange quase toda a rede ferroviária, mas a questão que se coloca é a de saber se a CP tem mesmo condições de cumprir com a nova oferta se não forem resolvidos os problemas que conduzem à elevada imobilização de material”, escreve.

Se a falta de meios humanos implicar o reiterar da situação de esforço, onde material com dois motores circula só com um, porque se encostar será imobilizado e entra em lista de espera, não será de estranhar.

As “dores de crescimento” da CP, explicou Guilherme d’Oliveira Martins à Rádio Renascença:

“A procura também tem aumentado, e este aumento de procura reflete-se nestas dores de crescimento por parte da CP. Há uma necessidade de ajustamento. Há dados que têm de ser tidos em conta, por um lado o desinvestimento, que é um dado negativo, mas por outro o dado positivo da procura, que reflete que os passageiros procuram mais o modo ferroviário para se deslocar”.

Nas declarações, sem avançar quais, o Secretário de Estado diz que CP e Tutela estão a trabalhar em soluções.

Visão diferente, e bem focada, tem o lado sindical. É referido, no que toca à admissão de pessoal, que o desbloquear de algumas situações podia desanuviar a contratação de 80 novos colaboradores, mas tarda em ocorrer.

“Aguarda-se que os Ministros do Planeamento e das Infraestruturas, do Trabalho e das Finanças, concluam a homologação do processo do PREVPAP relativos as esta empresas e, cerca de 40 trabalhadores passariam a efectivos, 10 dois quais estão no desemprego e seriam um importante reforço na oficina de Santa Apolónia”, explica o SNTSF.

Refere ainda que por “falta de trabalhadores foi reduzido um turno de noite nas oficinas de Oeiras, onde se faz a manutenção dos comboios da linha de Cascais”.

Para o sindicato, remata, parte desta imobilidade deve-se descredibilizar a empresa de manutenção e operador público.