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Trabalhador colhido em Santa Apolónia motiva investigação do GPIAAF

A colhida de um trabalhador na estação de Santa Apolónia, ocorrida em Junho, será alvo de investigação por parte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Ferroviários (GPIAAF).

A colhida mortal ocorreu na manhã de dia 5 de Junho e envolveu um segurança, lê-se na Nota informativa onde se anuncia a abertura de investigação.

A investigação terá como referência, informa o organismo, as condições de manobra e aptidões e formação dos trabalhadores envolvidos e vitima, assim como as empresas envolvidas.

As diferenças entre as 592.0 e 592.2 na rota de circulações em linhas não autorizadas em 2015

img: Marcos Conceição

img: Marcos Conceição

Entretanto, no quadro de actividades o organismo, o GPIAAF disponibilizou o relatório final que remete para a circulação, em serviço comercial, em linhas não autorizadas, de duas automotoras da series 592, a 13 e 14 de Junho de 2015.

As automotoras diesel andaram em múltipla na linhas do Norte, e uma das unidade circulou pelo Oeste via ramal de Alfarelos. Pelo caminho realizaram serviço comercial entre Porto Campanhã, Coimbra, e Caldas da Rainha.

A irregularidade só viria a ser detectada em Leiria, linha do Oeste, por um agente graduado em serviço na estação. A primeira automotora regressou ao Porto, desde Coimbra, sem reparo. A segunda despoletou o processo de investigação quando seguia da cidade dos estudantes para Caldas da Rainha.

Da investigação o GPIAAF retirou três recomendações de segurança:

Uma, tendo como implementador final a CP – Comboios de Portugal, E.P.E., relativa à implementação de sistema de controlo estruturado, explícito e documentado de forma a garantir que a programação/utilização do material circulante é compatível com as linhas para as quais está autorizado;

Uma, tendo como implementador final a Infraestruturas de Portugal, S.A., enquanto gestor da infraestrutura ferroviária, relativa à análise e controlo do risco quanto à circulação na sua rede de material circulante não autorizado;

Uma, tendo como implementadores finais a CP – Comboios de Portugal, E.P.E. e a Infraestruturas de Portugal, S.A., relativa à necessidade de reforço dos respetivos procedimentos de difusão da regulamentação aos trabalhadores, de forma a melhorar a efetiva aquisição do conhecimento por aqueles que têm de a aplicar.

O organismo retira ensinamentos de ocorrências no sector para melhorar as condições de segurança no modo de transporte ferroviário.