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Novas automotoras no Vouga

LRV Aveiro Tomas Paulo 4O dia 8 de Abril de 2013 fica marcado pelo movimento ferroviário que envolveu o transporte da automotora de via estreita LRV 9507, da Régua (Bif. Corgo) para Aveiro, a qual tem vindo a realizar ensaios na Linha do Vouga, entre Espinho e Aveiro, durante a passada semana.

Os ensaios foram feitos de noite e envolveram paragens técnicas de um minuto em estações, apeadeiros, passagens de nível e outros atravessamentos de via.

Em notícia publicada pelo Terminal Intermodal, consta que a explicação desta movimentação reside sobretudo no facto de a CP querer dar uso às 9500 que se encontram inactivas desde os encerramentos das linhas do Corgo, do Tâmega e do Tua e que o único sítio onde isso pode acontecer é na Linha do Vouga, a única via estreita activa em Portugal, além da “amputada” Linha do Tua, onde ainda circulam as LRV do Metro de Mirandela.

A mesma notícia refere também que as automotoras 9630 em serviço na Linha do Vouga têm sofrido várias avarias, o que leva à supressão de comboios. Acrescenta: “Se os testes correrem bem, as 9500 passarão a fazer parte da frota de material circulante da Linha do Vouga, permitindo assim que se acabem com as supressões. Isto poderá até permitir um aumento da oferta de comboios aos passageiros, se realmente for necessário”.

A notícia completa pode ser lida AQUI, acompanhada de uma série de fotografias devidamente legendadas.

Importa referir que a vinda destas automotoras para a Linha do Vouga resultou de um trabalho de Mestrado em Transportes, no qual fez parte Pedro Zúquete (cronista do Farol da Nossa Terra), técnico superior de Segurança e Higiene do Trabalho, da Universidade de Aveiro, tendo sido o próprio a sugerir a vinda deste tipo de material circulante para reforço da oferta e proporcionar melhor qualidade ao passageiro, dado que, segundo informou, “é material mais leve e consome menos combustível que as ABB”.

Nos troços de baixa procura e fora das horas de ponta, as LRV são o veículo ideal para efectuarem serviços entre Águeda e Aveiro, e nos troços entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga”, acrescenta, referindo ainda que “aos fins de semana, a linha tem pouca procura e a utilização das ABB, sendo material pesado,  é francamente negativa na relação custo/proveito”.

Há também a realçar que outros estudos do género de Pedro Zúquete estão já em curso no sentido de melhorar o serviço regional na rede da Refer.

 Lino Dias