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SET visita oficinas EMEF de Campolide

EMEF - SETO Secretário de Estado das Infraestruturas, responsável pela pasta da EMEF na Tutela, passou pelas oficinas da empresa em Campolide, na manhã desta segunda-feira.

Acompanharam Oliveira Martins os administradores da CP Carlos Nogueira, presidente do operador público, e a vogal Ana Malhó, numa visita dirigida por quadros da EMEF.

A passagem pela área oficinal, responsável pela manutenção dos comboios urbanos que circulam nas linhas de Sintra, cintura e norte até Azambuja, pretendeu dar um sinal positivo na oferta do modo de transporte.

Apesar de termos “colapso” ou “rotura” terem entrado no léxico do sector, governante e administrador referiram que há questões por resolver mas estão a ser dados passos para mitigar o reflexo na operação.

As entrevistas para a contratação de novos trabalhadores estão em curso, bem como o diálogo para o aluguer comboios à Renfe ou o processo que irá dar lugar à abertura de um concurso para adquirir comboios novos – estão em andamento, assegurou Oliveira Martins, no final da visita aos jornalistas presentes.

EMEF - CampolideNa contratação de novos colaboradores “serão 102 novos trabalhadores”, as entrevistas começam na tarde de hoje, adiantou. Sendo que os primeiros trabalhadores deverão começar em Outubro, explicou depois Carlos Nogueira.

Os números, no entanto, são contestados pelos sindicatos.

Na Unidade de Manutenção de Alta Velocidade, por exemplo, a divergência na leitura deu lugar ao levantamento de uma greve ao trabalho extraordinário, iniciada no passado dia 18 por período indeterminado.

Segundo o Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários, promotor da acção, as contratações deixam de fora a oficina dos comboios Alfa Pendular, a situação obriga a um esforço suplementar dos técnicos da oficina.

Ainda de acordo com as declarações do Secretário de Estado estão em curso negociações para o aluguer de entre 6 a 10 nova unidades diesel. As primeiras unidades – a alugar à Renfe, com um custo/ano por unidade que rondará o 350 mil euros – deverão começar a entrar na exploração junto do final do ano.

Por seu turno, Carlos Nogueira, confirma que existe caderno de encargos e que tem havido encontros com fabricantes para a aquisição de novo material circulante, com vista a abertura de concurso internacional.

Ainda sobre a visita é de referir que visita acontece dois dias depois de noticias sobre o sector onde é avançado um contexto para a situação actual e próximos tempos.

Um antigo quadro do sector ligado à EMEF em entrevista ao jornal Expresso, aponta a falta de iniciativa da Tutela desde que tomou posse, e já la vão três anos, para a situação actual e refere que em Outubro os problemas na oferta poderão agravar-se.

Fala na chegada do tempo húmido e de como o regresso ao trabalho ou às aulas dos utilizadores, poderá evidências essas fragilidades na oferta.

Porque, diz, há falta de trabalhadores qualificados na EMEF e destaca o facto de material com mais de meio Século não ter havido uma estratégia de utilização e manutenção adequada ao uso intensivo.

Uma situação levantada com a intenção de privatização do Governo anterior, que motivou a a saída de quadros qualificados, e que este executivo potenciou por nada ter feito desde que tomou posse.

A deslocação a Campolide remete ainda para a entrada de um novo horário e aparente normalização da oferta que trouxe. Convém referir, e não números públicos, que a supressão de comboios não entra na estatística da regularidade dos comboios.

Declarações Áudio de Oliveira Martins e Carlos Nogueira encontra-se disponível para subscritores.

A passagem pela oficina teve lugar na manhã de dia 20 de Agosto. O governante percorreu o complexo onde visitou dois armazéns onde são reparadas as séries de automotoras eléctricas CP 2300/2400 e 3500.