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IP pára comboios a 27, 29 e 31 de Agosto

[Desconvocada 26.08.2018] A regulamentação de carreiras à onze anos por concretizar e introdução no acordo de empresa, primeiro na REFER e agora na IP, remete os controladores de circulação ferroviária para greve de 24 horas, em 3 dias alternados, no final deste mês.

Os trabalhadores dos Centros de Comando Operacional (CCO), associados ao controlo da circulação de comboios, querem ver reconhecidas as carreias de Supervisão e de Operação da Circulação Ferroviária.

Em cima da mesa, na luta de dia 27, está ainda o reconhecimento, em Acordo Colectivo de Trabalho ou de empresa, dos Perfis Funcionais das Carreiras de Supervisão e Operação Ferroviária.

A greve prevista para o dia 29 reivindica a alteração dos escalões remuneratório, e no dia 31 luta pela exigência de uma postura séria, por parte da IP e Governo, que permita desbloquear protocolos de entendimento e compromisso já assumidos.

Existem entendimentos com a IP mas a actual legislatura “achou por bem desmandatar a empresa para a negociação”, e tem aparecido com documentos extensos, mas que nada acrescentam ao tema, explicou contacto sindical, a propósito do motivo de luta.

A tomada de posição acontece numa altura calma na dinâmica de lutas laborais dentro da IP. Na empresa decorrem negociações entre Sindicatos e Administração para acertar o Acordo de Empresa no gestor de infraestruturas.

Mas para a Associação de Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário (APROFER), sindicato promotor da paralisação, enquanto não houver garantias de abordagem séria da regulamentação de carreiras e compromisso de integração em Acordo de Empresa, não faz sentido integrarem essa discussão.

Trata-se, explicou contacto próximo do Sindicato, de uma estabilização que os controladores de tráfego ferroviário procuram à 11 anos, hibernada durante o período da Troika, mas que hoje já não se justifica e por isso tem de ser abordada e resolvida.

Para quê falar de “subsídios de refeição”, assinala, quando a competência e categoria de quem trabalha do CCO  não está vertida no Acordo de Empresa.

A função, assegurar a circulação diária de comboios de passageiros e mercadorias em segurança, é sensível no modo de transporte e de desgaste rápido para quem nela trabalha, e isso tem de ser reconhecido, é defendido.

A paralisação, marcada pela Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário (APROFER) para 27, 29 e 31 de Agosto,irá abranger serviços mínimos, na ordem dos 25%, para os comboios de passageiros CP e Fertagus.

O acordo, que não chegou ao tribunal arbitral, também esclarece as condições das circulação de mercadorias perigosas e perecíveis.