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Novos cursos FIMAQ em perspectiva

fernaveFIMAQEstá para breve o anuncio de aberturas de novas vagas para cursos de Formação Inicial de Maquinistas (FIMAQ). Fernave e Logistel são empresas apontadas para essa capacitação, mas a vaga de formação “Regulamentação/Veículo/Troço”, poderá ser a última no formato.

Junto da Logistel, em contacto telefónico, a empresa de formação e consultadoria confirmou que está na calha a abertura de um curso virado para o “transporte de mercadorias”.

O arranque está agendado para a segunda quinzena de Outubro. Serão 830h, entre 6 a 7 meses, para um limite de 15 formandos.

A parte teórica da formação, que capacitará os futuros maquinistas para o actual quadro regulamentar da ferrovia portuguesa, será complementada na parte prática com a condução da locomotiva Euro 4000 mais trajecto.

No presente a série de máquinas diesel integra os parques de tracção dos operadores de mercadorias Takargo e Medway. Mas pode encontrar-se também ao serviço de vários operadores espanhóis.

O custo final da formação também está definido. São 10 mil euros com IVA incluído. 2500 euros à cabeça, e 1500 nos meses seguintes. Os interessados terão ainda de apresentar exames médicos e psicológicos em como estão aptos para a função.

Do lado da Fernave a webrails.tv apurou que também deverá avançar com nova proposta de FIMAQ a arrancar em Novembro, mas que deverá recair no lado dos passageiros.

A empresa do Grupo CP dá como referência o último curso FIMAQ ministrado em Lisboa. Na altura formou maquinistas paras as automotoras UQE 2300/2400.

Na formação com inicio previsto para 12 de Novembro, serão cerca de 1090 horas entre teoria e prática a desenvolver para em horário laboral para um máximo de 15 formandos, com o custo final a de 10 mil euros mais IVA.

Na parte prática da formação ainda não foi avançado o tipo de unidade motora que será averbada pelo futuro maquinista, mas segundo foi possível saber ela será encontrada com as parcerias que forem acertadas junto das empresas de transporte ferroviário.

Mas se no quadro actual da oferta prevista para este Outono a formação terá parte prática. No caso das mercadorias a Euro 4000 ou no caso dos passageiros uma das séries que circulam na região de Lisboa.

Os cursos poderão ser os últimos no formato actual. Regulamentação, tipo de serviço (passageiro ou mercadorias), veículo de tracção e itinerário.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

Por outro lado, contactado o SMAQ, adiantou que o potencial de 30 novos maquinistas é residual para o modo de transporte

Só na CP, para o serviço de passageiros, mas também para as mercadorias na Medway, aponta para  a necessidade de pelo menos oito dezenas.

Lembra que basta olhar para a idade média dos maquinistas da CP e também para os profissionais com mais de 63 anos ainda ao serviço mas a quem não foi dada a reforma, para ver que as entradas ficam aquém das expectativas.

Para o sindicato o formato de formação é também motivo de atenção. Critica o facto de ser pago pelos formandos quando deviam ser as próprias empresas a capacitarem os seus técnicos.

Vê o aproveitamento do formato como uma má prática para o sector que potencia o aproveitamento das empresas de transporte ferroviário, que assim fogem a uma responsabilidade que devia interna.