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CFL: Alienação de terreno na mira da justiça angolana

A alienação de um terreno propriedade do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) está a ser investigada pela Procuradoria Geral de Angola, confirmou o procurado.

O caso em apreço remonta à administração de Osvaldo Lobo do Nascimento, e remete para a alienação de um terreno da empresa de transporte ferroviário a uma empresa privada, que terá tido o aval do antigo ministro dos Transportes Augusto Tomás.

Terreno vendido à posteriori para a construção da embaixada da China em Angola.

“Segundo documentos que circulam nas redes sociais, Augusto da Silva Tomás, nas vestes de ministro dos Transportes, delegou poderes ao presidente do Conselho de Administração da Empresa do Caminho-de-Ferro de Luanda-EP, Osvaldo Lobo do Nascimento, para fazer a assinatura da Escritura que transfere os direitos de posse de um terreno pertencente à essa entidade estatal para a GBE-Empreendimentos e Participações-Lda. Esta empresa, por sua vez, vende o espaço à Embaixada da República Popular da China, para a construção de novas instalações daquela missão diplomática, no valor de mais de 78 milhões de dólares”, adianta o Angola 24.

Na actualidade Augusto Tomás encontra-se em prisão preventiva. É dado como suspeito no desvio de fundos do Conselho Nacional de Carregadores de Angola. A que se junta a suspeita de envolvimento na alienação do terreno.

Osvaldo Lobo do Nascimento presidiu os destino do CFL entre 2010 e 2013. Na passagem pela empresa destaca-se a reabertura ao tráfego, do serviço de passageiros e mercadorias, do corredor Luanda Malange.

A investigação foi confirmada junto da imprensa pelo procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós. “Isto é um assunto público, já chegou a toda gente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) está a fazer aquilo que é a sua missão como faz em todos os casos quando toma conhecimento de factos como estes”, adiantou na ocasião.