free web
stats

CP e IP a ver quem fica melhor na fotografia

CA IP e CP

img: FGCP

Para um percurso de pouco mais de 3 km, Infraestruturas de Portugal e CP Comboios de Portugal não se entendem quanto à responsabilidade dos passageiros da linha do Oeste, com origem ou destino à Figueira da Foz, terem de realizar transbordo por 3 vezes.

Os comboios da linha do Oeste terminam ou iniciam a marcha na Amieira. A estação serve de ligação para Coimbra ou Figueira da Foz.

Os passageiros que se deslocam de comboio da zona Oeste para Coimbra terminam a marcha na Amieira. Na estação espera-os uma ligação directa, em tracção eléctrica, para a cidade do Mondego.

Já se o destino for a Figueira o modo ferroviário, obriga até 4 de Novembro, o passageiro a apanhar mais dois comboios. Primeiro a ligação de Coimbra por 3 km até bifurcação Lares. Aí sai e para aguardar por novo comboio que o levará até ao destino.

Não fosse o estado de arte da ferrovia, qualidade da infraestrutura e oferta de serviço, suficiente para motivar as duas grandes empresas publicas do sector, CP e IP querem puxar o tapete uma da outra.

Relata a Gazeta das Caldas na versão digital de 19 de Outubro:

“A empresa [CP] nunca teve um bom serviço nesta linha, mas reduziu-o a uma coisa indigente desde 5 de Agosto. Promete agora repor o horário anterior a 4 de Novembro, mas nunca explicou cabalmente à Gazeta das Caldas a escolha da Amieira para o transbordo para Coimbra, quando Bifurcação de Lares seria a estação mais adequada. Quadros da empresa contaram à Comissão de Defesa da Linha do Oeste que foi a Infraestruturas de Portugal que não autorizou. Esta nega. Uma das duas empresas estará a mentir”.

A publicação explica que a proposta inicial, para o transbordo dos passageiros, apresentada pela CP foi o Louriçal, mas que acabou por não ser aceite pela IP por causa do movimento de mercadorias.

O rasto da justificação do transbordo perde-se depois. A estação da linha do Oeste, que marca a fronteira entre a tracção diesel e eléctrica, caiu, mas a solução não avançou para na Bifurcação Lares, na linha para a Figueira e Coimbra, ficou-se pela Amieira.

Entretanto sabe-se que a CP segue debaixo de catenária com uma automotora diesel até Amieira, e que a IP é quem atribui canal horário e responde pela capacidade da rede. Só que neste caso quem utiliza o comboio não tem o direito de saber porque tem apanhar três comboios quando podiam ser só dois.

Recorde-se que ambas, no modo de transporte ferroviário, têm um papel de serviço publico delegado pelo Estado para servir a população. Uma, a Infraestruturas de Portugal, tem contrato de serviço publico que lhe delega a gestão da Rede Ferroviária Nacional. A outra, a CP Comboios de Portugal, conta até ao final do ano voltar a receber verba para continuar a prestar o serviço público.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.