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2300/2400 em perspectiva no Sado

linhaSintraUQEOs maquinistas da linha do Sado vão fazer reciclagem na série de automotoras eléctricas UQE 2300/2400. Circula que as unidades da linha de Sintra podem estar de regresso ao Sado para libertar automotoras 2240 para o Minho.

Com a electrificação Nine – Viana do Castelo na recta final, as automotoras 2240 estão na linha da frente para assegurar o serviço regional, em tracção eléctrica, entre a cidade invicta e Viana, na linha do Minho.

No entanto, fala-se no sector, vinte em meia centena de unidades pode estar encostada à espera de manutenção ou a aguardar rodados. Veículos imobilizado no Entroncamento, onde também se diz que já não há espaço para encostar automotoras sem pagar estacionamento à IP.

Será neste esforço, se o cenário não se inverter, que a ligação Barreiro – Praias do Sado, com três automotoras ao serviço, poderá ser chamada a contribuir. Terá de libertar automotoras para rumar até ao norte para servirem no troço Porto – Viana, electrificado.

A imobilização anormal de veículos CP – motivada pela falta de trabalhadores nas oficinas EMEF e a aquisição peças – acaba por se reflectir também na série de automotoras eléctrica 2240.

Enquanto aguarda por manutenção ou pela substituição de rodados que não há, material encosta no Entroncamento.

O impacto é de tal forma relevante, explica fonte do sector, que querem mudar a revisão geral dos rodados aos bogies de 1.700.000km para 2.000.000, e assim colocarem dez a andar.

O cenário de rotação de material, a confirmar-se, terá certamente impacto na qualidade do serviço prestado pelo modo ferroviário na linha de Sintra e Cintura.

A oferta nas ligações a Lisboa já sofre com a supressão de comboios, a todas as horas é normal ver automotoras a circulam sozinhas, além da série 2300/ 2400 também terem 7 unidades encostadas.

Só que ao contrário das automotoras 2240, que quando têm um problema param, as 2300/2400 acusam o toque, ficam limitadas, mas continuam a circular.

Assim, no actual quadro, é corrente que a manutenção tem falta de quadros técnicos para proceder ao acompanhamento do material circulante.

Menos claro é se a indisponibilidade de algumas unidades, devido a peças, não será por falta de verba para a aquisição. Como é o caso dos rodados a substituir nas 2240.

A opção é válida porque se sabe que é pratica comum a cativação de verbas pelas Finanças em anúncios de alocação de fundos pela  Tutela.