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ADFERSIT defende maior empenho nas ligações internacionais

A ADFERSIT defendeu um maior empenho português nas ligações dos corredores internacionais norte e sul ao corredor Atlântico. A posição foi veiculada pela associação sectorial na sessão “A situação do Transporte Ferroviário em Portugal: a realidade e os desafios” que teve lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa, no dia 31 de Outubro.

Na intervenção Tomás Leiria Pinto, presidente da ADFERSIT, alertou para a necessidade da execução do Plano Ferrovia 2020 ser cumprido. Em foco uma posição mais firme na execução portuguesa da ligação internacional da Beira Alta a Espanha.

Prioridades que passaram também pela necessidade de se consumar o corredor Sul na ligação de Sines a Madrid e aumentar a capacidade do eixo ferroviário norte sul.

No corredor internacional norte alertou para o facto de os portos nacionais – Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines, poderem estar a perder posição competitiva na faixa atlântica. O exemplo veio a propósito da extensão do Corredor Atlântico à Corunha.

“Destinado a projectar a fachada atlântica ( Portos de Sines, Lisboa, Aveiro e Leixões), Espanha vai secundarizando as ligações a Portugal, nada fazendo para calendarizar os referidos projectos e, recentemente, conseguiu ver aprovada no âmbito do Corredor Atlântico uma nova ligação à Corunha, que acabará por ser concorrencial com a futura ligação Aveiro/Salamanca”, adiantou.

Relevantes nas prioridades para a ferrovia estiveram também o corredor sul, e eixo ferroviário norte-sul. Ligações que com a Beira Alta, são corredores considerados “indispensáveis para integrar Portugal nas Redes Globais de Transportes”, na medida em que permitirão a ligação em interoperabilidade total da Rede Ferroviária Nacional com a Rede Ferroviária Europeia.

Já para o corredor norte – sul, uma via saturada, uma das hipóteses avançada para mitigar a falta de capacidade foi a quadruplicação de alguns troços.

Contexto onde estas 3 infraestruturas, inseridas no plano Ferrovia 2020, não deverão entrar no Plano Nacional de Investimentos 2030, em discussão para a próxima década, considerou.

Uma nova Rota da Seda

A fechar a passagem pelo Auditório Adriano Moreira o quadro do sector dos transportes colocou Portugal na nova Rota da Seda.

Com a extensão da extremidade europeia do trajecto ferroviário da Rota da Seda de Madrid até Sines, vislumbra a hipótese  de se criar uma variante africana ferroviária da Rota da Seda.

O circuito tem como pontos de referência a ferrovia entre Madrid e Sines, ligação marítima ao Porto do Lobito e Caminho de Ferro de Benguela até Moçambique no Índico.

Acompanham a leitura os interesses e posicionamento chineses em África, a operacionalidade do corredor do Lobito até à Republica Democrática do Congo, a renovação e construção de ferrovia na região com acesso ao indico.

Acompanhou a apresentação de Tomás Leira Pinto no painel  “A situação do Transporte Ferroviário em Portugal: a realidade e os desafios” o Prof. J. Paulino Pereira.