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Linha do Douro: 1400 e Schindler asseguram Marco – Pocinho

img: Miguel Marques

img: Miguel Marques

A partir de 26 de Novembro o serviço ferroviário Marco-Régua-Pocinho será assegurado por máquina e carruagens. Sem se comprometer com data para a reabertura, a IP já confirmou que a linha do Douro vai estar interrompida entre Caíde e Marco a partir de 26 de Novembro.

Nesse sentido, a fim de procurar minimizar o impacto na mobilidade dos passageiros, a CP informou a webrails.tv que o material circulante que efectuará “os comboios entre Marco de Canaveses/Régua/Pocinho é composto pela locomotiva 1400 e pelas carruagens Schindler”.

Serão mais 188 lugares de oferta comercial sentados  face à oferta actual. As UDD 592, climatizadas, ficam-se pelos 200 lugares sentados, enquanto a disponibilidade das carruagens Schindler, não climatizadas, que a CP irá alocar centra-se nos 388.

Esclarece que “durante o período em que vão decorrer as obras, a mobilidade dos clientes CP, entre Caíde e Marco de Canaveses, vai ser assegurada por serviço rodoviário de substituição, cujos autocarros terão ligação aos comboios com destino/origem Porto e destino/origem Régua, bem como ligações ao Pocinho”.

Chama a atenção que ainda não há horários e serviço rodoviário alternativo definidos, mas o assunto está a ser tratado. Adianta: “Os horários dos comboios aguardam validação pela IP e está em fase de finalização a contratação do serviço rodoviário de substituição”.

No entanto já se pode assegurar que a mobilidade dos passageiros terá os seguintes moldes.

. Neste período a oferta será:
- 6 comboios regionais, em ambos os sentidos, entre Porto são Bento/Porto Campanhã e Caíde;
- Serviço rodoviário, com autocarros, entre Caíde e Marco de Canaveses, em articulação com os horários dos comboios e que farão paragem em todas as estações e apeadeiros;
- 6 comboios, em ambos os sentidos, entre Marco de Canaveses e Régua, com paragem em todas as estações apeadeiros;
- 2 comboios, em ambos os sentidos, entre Régua e Pocinho, com paragem de serviço regional.
.

Estima-se que o serviço rodoviário entre Caíde e Marco de Canaveses, com paragem em todas as estações a apeadeiros, ronde 1 hora. Quarenta minutos para o percurso mais vinte minutos para o embarque e desembarque dos passageiros, com eventuais atrasos.

As Estações e apeadeiros servidas pelos autocarros serão Caíde, Oliveira, Vila Meã, Recezinhos, Livração e Marco de Canaveses. Entre Marco de Canaveses e Régua, em ambos os sentidos, os comboios vão parar em todas as estações e apeadeiros.

A interdição do troço Caíde – Marco visa acelerar a conclusão dos trabalhos de electrificação da linha do Douro, desde Caíde até Marco de Canaveses. A intervenção no troço de 15 km comporta o “rebaixamento da via para colocação de catenária nos Túneis de Caíde, de Gaviara e de Campainha”, que leva a IP a interromper o tráfego ferroviário.

A opção, sublinha a IP, assegurará “importantes ganhos em termos do prazo de execução da empreitada, antecipando a conclusão da obra em cerca de 5 meses, e poupanças ao nível financeiro, com uma redução de custos de cerca de 40%”.

Custos que também estiveram na base dos sucessivos atrasos. Embora não se confirme se por causa um projecto orçado aquém da natureza da obra, ou se um empreiteiro com proposta baixa para assegurar a execução do projecto.

Para esta fase a empreitada envolve uma verba estimada em 10 milhões de euros e a interrupção da linha do Douro é apontada por um período de três meses.

No enquadramento entra Pedro Marques. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse, no final de Julho, aquando do relançamento da obra, que quer inaugurar o troço em Março 2019.