free web
stats

Viagem a Beja do C.E.C.

17421_560223207351282_366620262_nO Sábado, dia 20 de abril, juntou aficionados pelo caminho de ferro numa viagem de comboio até à cidade de Beja. A iniciativa partiu do Clube de Entusiastas dos Caminhos-de-ferro, que não quis deixar de aproveitar o sol, e dias maiores, para juntar associados e amigos na primeira saída ferroviária de 2013. A estação de Sete Rios foi um dos três pontos partida da margem norte onde era possível engrossar o grupo. Além de Pragal e Pinhal Novo, na margem sul.

O terceiro ponto de partida, a estação de Sete Rios, depois de Entrecampos e a estação de Lisboa Oriente ainda em Lisboa, viu, aos poucos, chegar alguns dos companheiros de saída, e viagem.
A conversa, e os comboios que iam passando nas quatro linhas da estação, inibiu o atraso do IC 594. Apontado para as 10.04 em Sete Rios. A má sorte do Sud, que horas antes descarrilara em Santa Apolónia para desassossego das circulações na linha do Norte e outras ligações, acertara 15 minutos atraso depois da hora marcada.

935592_4807058534103_1297738017_nEncabeçado por uma locomotiva eléctrica da serie 5600, e mais três carruagens, lá surgiu o comboio com destino a Évora, e à ligação para Beja. Sem sobressaltos, Pragal, Pinhal Novo, Vendas Novas … e como uma pena até Casa Branca, o entroncamento entre o Alto e Baixo Alentejo. Casa Branca uma estação que a modernidade deixou orfã de identidade, ou a sensibilidade da combinar os conceitos de espaço e de arquitectura em equilíbrio.

À espera, e com vontade de recuperar algum do tempo alheio perdido, o prolongamento do serviço Intercidades para Beja. Aqui uma pequena surpresa, talvez pontaria, estava uma automotora azul da série 450. Existia a ideia de o serviço IC ser associado ao modelo da série em amarelo, talvez para desvalorizar a perda de estatuto da ligação a Beja, emprestando um elemento diferenciador para destacar o padrão de qualidade.

923217_4807063214220_1126584725_nArrancou. Alguns dos traços do Alentejo mais reservado, caracterizado pelos sobreiros e vasto manto de verde salpicados das cores Primavera, já se tinham feito sentir entre Vendas Novas e Casa Branca, e estenderam-se por completo com a primavera no troço até Beja, então de forma mais lenta. A acompanhar, o som, a trepidação e a linha do caminho de ferro para quem não tem pressa e simpatiza com um ritmo mais pachorrento, barulhento e a diesel.

Alguns km de Alentejo salpicado de primavera depois, Beja. Os primeiros passos na gare, por entre as colunas, e a descobrir as legendas dos azulejos, o momento da habitual fotografia de grupo. O palco e o fundo combinavam na imagem-ponte para evocar as histórias da saída, no futuro .

SDC10010A tarde seguiu para o repasto, muitos dedos de conversa, uma passagem pelo castelo, e o regresso à estação para conviver com o resto que o tempo levou.
Imaginar o movimento que a extensa triagem sugere. Confirmar a ligação a Moura, e o fim de linha que já não alcança Ourique. Uma rotunda de locomotivas que espera o fim dos seus dias. As casa devolutas e entaipadas. As estruturas de um tempo que já nada espera, e sem esperança que lhes pensem uma nova vida.

Já perto da hora de partida chega uma dupla de 450. Duas automotoras ,amarelas. Minutos depois separam-se para dar lugar à ligação ao IC 790 em Casa Branca. Entrentanto o 588 arruma-se para seguir ao apito do chefe de estação.
Já em Casa Branca, mais  alguns  momentos, e eis a ligação que nos vai levar a Lisboa.

Relatório de Actividades 2012

 11520_4807057454076_1585271156_nO Clube de Entusiastas dos Caminhos de ferro (Clube) divulgou o relatório anual de actividades programadas e desenvolvidas relativo ao ano de 2012.
No relatório que a webrails.tv teve acesso, aprovado a 31 de dezembro de 2012, a expressão da ligação ao Caminho de ferro por parte do Clube, na sociedade, assentou em três linhas de acção: Viagens Ferroviárias; Acção Cultural, e Outras Notas.


As viagens ferroviárias aconteceram entre abril e dezembro de 2012, num total de 4. Contemplaram uma vertente cultural, entusiasta, e de convívio, complementada por visitas a monumentos, estruturas ferroviárias lúdicas e de comando. Nas estruturas ferroviárias, sublinha-se a visita, por convite do operador ferroviário Fertagus, à estação do Pragal, em dezembro.


Talvez a componente mais vincada do Clube, a Acção Cultural espraiou-se ao longo de todo o ano de 2012, através de exposições, promoção de temas para debate, produção de inciativas, tomadas de posição, e presença em eventos e situações com mote ferroviário. O relatório destaca alguns desses momentos. Como, logo em janeiro, a organização de um ciclo de debates sobre a linha do Tua, complementado por uma exposição fotografica. Ou o “1º Encontro Património e História Ferroviária – Publicações Ferroviárias“, uma iniciativa dedicada às publicações de temática ferroviária, organizada em colaboração com o Museu Nacional Ferroviário.


Em Outras Notas, reflexo do sangue e coração do Clube, destaca-se o tópico que dá conta de uma reunião que juntou os responsáveis da APAC, AMF na sede do Clube por iniciativa de Manuel Luna, no sentido de ser organizada uma viagem ferroviária para todos os associados. Segundo o documento do Clube, liderada pelo Museu Nacional Ferroviário, a ocorrer no primeiro semestre de 2013.

autor : Rui Ribeiro       imagens :  Sílvia Gonçalves/ Pedro Flora