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AVE Lisboa-Madrid: um assunto tabu que pode não passar por Badajoz

ave112Para António Costa, em Portugal, a Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid é um não tema porque está muito politizada, e quando se construir o corredor poderá não passar por Badajoz.

Em entrevista concedida à agência EFE, onde o primeiro-ministro lançou a cimeira ibérica, duas linhas no modo ferroviário tiveram eco em Espanha.

À agência não passou despercebido o posicionamento do Governo português face à ligação das duas capitais ibéricas em alta velocidade. Colocado o tema, António Costa, responde que é “uma questão muito fraturante e muito politizada, não há consenso” para se abordar.

Será um assunto, explicou, só depois de gerado consenso, alcançado numa economia estabilizada.

«El proceso de rescate fue muy duro y traumático y se confundieron mucho causas y consecuencias. Es necesario acabar el trabajo de recuperación económica y dejar que el país se consolide, y generar un nuevo consenso en todo el plan nacional de inversiones que estamos debatiendo para los próximos siete años. Después ya habrá tiempo para retomar ese debate en el futuro».

Por outro lado, o primeiro-ministro refere à EFE, que uma futura ligação em alta velocidade – entre as duas capitais ibéricas – não terá de ser por Badajoz.

«Creo que tenemos que dar tiempo al tiempo para que la inserción de Portugal en la red de alta velocidad en la Península Ibérica se haga realidad y no necesariamente en esa conexión de Lisboa-Madrid, tal vez por otros caminos a los que necesitamos llegar mas deprisa, pero seguramente no sea en esta legislatura. Dudo que sea en la próxima».

A posição não passou despercebida na raia espanhola do Caia. Para o presidente da Extremadura, o Governo português pode apelidar a linha que está a construir entre Évora e a fronteira como quiser mas o futuro traçado da alta velocidade entre Lisboa e Madrid não é negociável.

«Lo que está por definir es cómo se llama y el Gobierno portugués tiene todo el derecho del mundo a poderlo definir, pero está acordado, salvo que las cumbres adoptaran lo contrario, que el tren de alta velocidad tiene que pasar por aquí porque hay un dictamen europeo», adiantou Guillermo Fernández Vara à Europa Press.

Segundo a imprensa espanhola o corredor cruzará uma região com mais de 10 milhões de habitantes.  Por outro lado é referido que o contributo para o projecto ronda os 6,2 milhões do lado espanhol e 2,8 milhões do lado português.

O primeiro-ministro português concedeu a entrevista à EFE na sua residência oficial em Lisboa, dois dias antes da cimeira luso espanhola que teve lugar em Valladolid na quarta-feira.