free web
stats

Medway quer assegurar a manutenção de frota num futuro próximo

medway_vagNão será só porque a área da manutenção e reparação de material circulante tem impacto nas contas finais da Medway. Em Portugal, diz Carlos Vasconcelos, o tempo de espera no segmento supera o contratualizado, e a situação compromete a oferta de comboios numa altura em que há muita procura.

A reparação e manutenção de vagões e locomotivas – diesel e eléctricas – será uma área onde a empresa quer ser, num futuro próximo, autónoma.

A concorrer para a estratégia está a redução de custos na operação, a que se soma, em território nacional, o estado de arte negativo a que a área manutenção chegou, adiantou presidente da Medway esta quinta-feira em sessão temática na sede da SRS Advogados.

“A manutenção e reparação na ferrovia têm, na ferrovia, um peso significativo, um impacto enorme nos nossos custos. Mas mais que os custos, que são estratégicos, são os tempos de imobilização, e a EMEF, por várias vicissitudes, não consegue corresponder”, referiu.

O quadro do sector explicou que existe contratualização de tempo de imobilização para vagões e locomotivas, mas  está a praticar-se o triplo desse período.  Por isso a “EMEF não consegue corresponder àquilo que está contratualizado e que é necessário”, completou.

O tema da ACE foi colocado a Carlos Vasconcelos já na parte de perguntas e respostas do “Ciclo de Palestras: Mobilidade – Tendências, Desafios, Realidades”, onde interveio.

“Tendo os meios imobilizados mais tempo, isso resulta em menos meios disponíveis para fazer mais comboios. E dai não só é estratégia nossa procuramos reduzir custos. E para sermos mais eficientes necessitamos de controlar esse segmento, uma vez que ele em Portugal não corresponde aquilo que é necessário, e por isso avançamos com uma autonomia que iremos ter dentro de poucos anos”.

Será neste contraponto de espera, rematou o presidente da Medway na resposta à webrails.tv, que a empresa de transporte ferroviário vai “estabelecer este protocolo, que é bom para todas as partes. Sobretudo para a EMEF e para a CP que resolvem um problema que eles tinham”.

Na sessão a webrails.tv procurou entender como o sector de mercadorias poderá evoluir quando, o cenário a curto prazo, terá um operador ferroviário líder de mercado, que passa também a ter um papel na manutenção de vagões e locomotivas, através de parceria em ACE com a EMEF.