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EMEF/CP descapitaliza-se de técnicos para criar ACE

EMEF - SETA EMEF/CP pretende desviar técnicos especializados e operários qualificados afectos à manutenção e reparação de material circulante CP, da EMEF para a nova ACE, apurou a webrails.tv .

A situação acontece numa altura em que automotoras e carruagens de passageiros do incumbente são retiradas do serviço e encostadas, porque a EMEF não tem trabalhadores em número suficiente para proceder à manutenção e reparação desses veículos.

No sentido de responder ao problema a EMEF/CP abriu concursos para contratar novos trabalhadores.

Técnicos que imprensa e governantes dizem que levam tempo a formar, para justificar mais imobilizações.

No entanto, ainda mais estranho, não serão os novos trabalhadores a integrar os quadros das ACE. Em vez disso, soube a webrails.tv, serão quadros já formados da EMEF.

Ao contrário do que seria de esperar, porque a empresa não tem técnicos em número suficiente para responder às necessidade de manutenção de uma frota CP envelhecida, é a EMEF/CP que se prepara para ceder os seus próprio técnicos qualificados.

Ao invés do que seria de esperar, ser a futura ACE a contratar os seus próprio técnicos com assessoria da EMEF, só que isso não está previsto.

Um contacto da comissão de trabalhadores do sector, pedida a sua leitura, questionou-se como é possível que com tanto tempo a solução de ACE anunciado, não se ter aberto concurso para contratar trabalhadores no mercado com menor experiência no sector.

Foi ainda denunciado que os trabalhadores agora “chutados” para subirem na carreira fazem os mesmos exames com a mesma matéria dos restantes trabalhadores da Empresa.

A webrails.tv pediu ainda uma leitura ao Gabinete do Ministro Pedro Marques, que ainda não foi possível obter,  e junto da Administração da CP.

Do lado do incumbente foi referido: “os veículos empresariais a criar, em áreas de atividade especificas, resultam dos imperativos de enquadramento legal no que reporta à manutenção da EMEF como empresa instrumental da CP, para o cumprimento do rácio de contratação dos serviços “in house” (obrigatoriedade de que o cliente CP represente, pelo menos 80% do valor de faturação da EMEF).

Estas unidades vão incorporar os trabalhadores que estão já, no momento atual, afetos às tarefas que desempenharão no futuro, nomeadamente no contexto dos contratos a longo prazo com os clientes Medway e Metro do Porto.

Assim, não existe descapitalização de capital humano das áreas de atividade de manutenção e reparação do material circulante CP”.

 

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Actualmente a manutenção das carruagens é feita por trabalhadores EMEF que também fazem manutenção em vagões. Embora quem trabalhe no parque de carruagens necessite maior especialização do que no parque de vagões.

A CP pode abdicar desses técnicos, não vão fazer falta à manutenção da CP quando falta pessoal para responder à imobilização do parque de carruagens?

“A afirmação não corresponde à verdade.
Conforme já referido no nosso email anterior, estas unidades vão incorporar os trabalhadores que estão já, no momento atual, afetos às tarefas que desempenharão no futuro, nomeadamente no contexto dos contratos a longo prazo com os clientes Medway e Metro do Porto. E esses trabalhadores já pertencem a esses centros de trabalho específicos e não aos da manutenção de material CP”, esclareceu a CP.

A abordagem junto de contacto da comissão de trabalhadores, por seu turno, referiu que os trabalhadores que estão hoje nos vagões, a grande maioria já passou pela manutenção de material rebocado de passageiros bem como em actividades de reparação de carruagens, reboque e motoras das Unidade Triplas Eléctricas, ensaios, inspecções em órgãos de segurança como rodados, bogies e ensaios de freio.

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Por causa da contratação In House no Grupo CP, recorde-se,  a CP viu-se impelida pelo Tribunal de Contas a reestruturar a EMEF. A solução passou por criar Agrupamentos Complementares de Empresas.

Em cima da mesa estão parcerias EMEF com o operador Medway para a manutenção e reparação de vagões e locomotivas, e Metrô do Porto.

Recorde-se ainda que este é um tema sensível, uma vez que todos os dias não se realizam comboios. Suprimidos por motivo de avaria ou para irem à manutenção, e que acabam imobilizados.

Comboios que depois faltam porque não se fazem nas linhas do Oeste, Algarve ou no eixo Beja – Casa Branca, ou linha de cintura da região de Lisboa.

[Actualizado às 11h30 de 30.11.2018 com posição CP ]

[Actualizado às 17h30 de 30.11.2018 caixa cinzenta ZOOM]