free web
stats

Descarrilamento de 1400 na Régua resulta em 3 recomendações do GPIAAF

img: Nuno Morão

img: Nuno Morão

O descarrilamento de uma locomotiva 1400 da CP na placa giratória da estação da Régua em 2017 resultou em três recomendações ao IMT enquanto Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária (ANSF) para verter no sector.

O Gabinente de Prevenção e Investigação de Acidente com Aeronaves e Ferroviários (GPIAAF) já libertou o relatório do descarrilamento, ocorrido a 27 de Setembro de 2017, quando em movimento de manobra a máquina caiu no fosso da placa giratória da estação da Régua, três dias depois de vistoriada por uma equipa da EMEF.

Como resultado da investigação, entretanto aberta, a entidade reconheceu no acidente matéria para três recomendações. Procedimentos que a ANSF, competência do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), deverá verter na actividade do gestor de infraestrutura, a Infraestruturas de Portugal, e na empresa de transporte ferroviário detentora do veículo, a CP Comboios de Portugal.

O GPIAAF recomenda ao IMT que se assegure que a IP dê uma maior atenção à infraestrutura, nomeadamente saber qual o impacto das alterações que faz na rede ferroviária que gere.

Para o lado da CP também é dado esse alerta. Ter em atenção à metamorfose operada na rede, a que se soma uma recomendação para clarificar os procedimentos em situações de manobra com locomotivas da série 1400.

Na base da ocorrência, para sedimentar as recomendações do GPIAAF  foi identificada uma “condição latente”, na placa giratória da estação da Régua. A desactivação da via algaliada e o uso de uma ponte giratória, ainda com os dois encravamentos para cada tipo de bitola funcionais, como itinerário de manobra.

Há ainda referência, na montagem do cenário que serve para apurar recomendações com impacto na gestão de segurança do modo ferroviário, de uma vistoria da EMEF realizada ao equipamento da IP três dias antes.

É ainda referenciado, a articular os factores, o reflexo da normalização de um ecossistema ferroviário fragmentado. A relação entre empresas na prestação de serviços, o contorno dos conceitos na interpretação do terreno, mais o custo e a disponibilidade de meios humanos em pontos da rede ferroviária.

A ocorrência, segundo números compilados pelo GPIAAF, teve um custo de 96 825,12 €. O valor resulta da soma de danos na infraestrutura e material circulante, custo com meios humanos e técnicos para carrilar a locomotiva, e impacto na circulação.

A placa giratória, construída em 1923 pela casa germânica Joseph Vögele, foi electrificada em 2011 pela EMEF. Tem um raio de 20 metros e comporta material circulante até 150 t.

A locomotiva envolvida foi a máquina 1415 que entrou ao serviço CP em 1967.

O relatório pode ser acedido AQUI