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Mobilidade ferroviária passou por Paredes

Decorreu no dia 10 de Dezembro em Rebordosa, Paredes, no auditório da Coopertativa A Celer a Conferência “Mobilidade com factor de coesão territorial”.

Em evidência no encontro, que contou com empresas e quadros do sector, autarcas, Governo e associações, esteve a criação de um novo corredor ferroviário que a Tutela se disponibilizou a estudar no âmbito do Plano Nacional de Investimento 2030.

A webrails.tv não conseguiu estar presente mas falou com António Alves, da Associação Comboios XXI, que levou à Conferência “Mobilidade com factor de coesão territorial” a exposição “A linha do Vale do Sousa”.

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A Associação Comboios XXI levou à conferência, no primeiro painel, a comunicação “A linha do Vale do Sousa”.

Webrails.tv – Pode dar uma ideia dos pontos forte da comunicação e o que a torna pertinente na actualidade?

António Alves – A Linha do Vale do Sousa é um projecto que se desenvolveu em conjunto com a Câmara de Paços de Ferreira, através de um pedido de colaboração à Comboios XXI por parte do presidente de Câmara dr. Humberto Brito, no sentido de desenvolvermos a ideia de uma ligação a partir da Linha do Douro até Paços de Ferreira. Adoptamos a ideia com agrado e executamos, com a colaboração de Hugo Leandro, um geógrafo que colabora connosco, um projecto preliminar.

Isto aconteceu há mais de um ano. A ideia foi um sucesso. Suscitou entusiasmo, fez o seu caminho, e agora, já não apenas por Paços de Ferreira mas pela CIM do Tâmega e Vale do Sousa, fomos desafiados para estender o projecto até Felgueiras.

Assim fizemos e foi apresentado ontem. Consideramos que é um projecto viável e sustentado socioeconómicamente. Esta é uma região densamente povoada, com muita actividade económica e desestruturada ao nível do transporte público colectivo.

ValeDoSousaÉ uma região cujas empresas facturam cerca de 7 mil milhões de euros e exportam 2 mil milhões. Paços de Ferreira e Felgueiras são, depois de Viseu, os dois maiores concelhos continentais que não são servidos por caminho de ferro. A 5 km de distância das estações projectadas de vivem mais de 200 mil pessoas. A linha terá cerca de 36 km.

WrTV – A Comboios XXI é uma entidade atenta ao modo de transporte ferroviário. Das intervenções nos painéis que momentos destaca?

AA – Principalmente as intervenções dos engenheiros Pedro Conceição, da Nomad Digital, e Augusto Franco da Nomad Tech. O primeiro fez uma excelente apresentação da realidade ferroviária suíça, um grande modelo a seguir; o segundo deixou um desafio às entidades políticas presentes para que se avance urgentemente para um “Plano Marshal” para a ferrovia que recupere a indústria com o conhecimento técnico nacional, recuperando material circulante que neste momento está imobilizado, e com grande objectivo final de construirmos um comboio moderno português, isto é, um veículo ferroviário no mais elevado patamar do estado da arte e com o máximo de incorporação nacional – muito para cima dos 50%.

Julgo que é um desafio que o sector devia assumir. A nível político ressaltamos o compromisso assumido pelo secretário de estado em incluir o desenvolvimento de estudo aprofundados para este projecto no PIN 2030.

WrTV – O primeiro painel foi mais ferroviário da Conferência. Que interpelações ao painel destacam?

AA – Basicamente não existiram interpelações. O programa era longo e com muitas intervenções. Não houve tempo para interpelações por parte do público.

WrTV – A Comboios XXI quer destacar alguma coisa?

AA – Sim, o consenso demonstrado entre as forças políticas da região em relação a este projecto.

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A Comboios XXI é uma associação de âmbito nacional cujo objectivo é a promoção do caminho de ferro como vector estruturante do sistema de transportes nacional. Defendemos também os direitos dos passageiros dos comboios.

A Conferência “Mobilidade com factor de coesão territorial” teve lugar segunda feira, 10 de Dezembro, em Paredes na região do Porto.