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MEDWAY – MAINTENANCE & REPAIR integra ACE de Mercadorias

medway_vagA MEDWAY – MAINTENANCE & REPAIR, S.A. será o parceiro da EMEF no Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) para manutenção de vagões. A nova oficina é construída a partir da UMER – Unidade de Mercadorias.

A nova unidade - MEDWAY-EMEF, ACE – será detida pela EMEF – EMPRESA DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTO FERROVIÁRIO, S.A., e MEDWAY – MAINTENANCE & REPAIR, S.A., com participações 49%/51%, respectivamente.

A empresa do Grupo CP entra, para a nova oficina, com a unidade autónoma de negócio associada à manutenção de vagões. Transfere os activos e quadro de pessoal afecto Unidade de Mercadorias (UMER) que opera nos parques oficinais localizados no Entroncamento.

A MEDWAY – MAINTENANCE & REPAIR, S.A, empresa integrada no Grupo Medway, adquire 51% da ACE por via de contrato de compra e venda.  No alinhamento está o objectivo de explorar a actividade de manutenção de vagões propriedade empresa ou sob sua tutela. Controla a ACE.

Entretanto

Com o prazo dado pelo Tribunal de Contas, para se concluir o processo de reestruturação da EMEF, a chegar ao fim. Decisão onde a CP se comprometeu a ter constituídas as ACE – nos vagões e manutenção do Metro do Porto – a partir de 1 de Janeiro 2019. A decisão de constituição da administração remonta a Novembro de 2017. Nem tudo parece cristalino, e até se afigura algum atrito.

Os sindicatos dizem, por um lado, que não foram consultados sobre o processo de transmissão conforme a Lei estipula, por outro, que o direito de opção do trabalhador está a ser omitido, ao arrepio do que está no Código do Trabalho.

O sinal é o de que poderá levantar-se alguma contestação até ao final do ano. Os sindicatos mais activos na EMEF já mostraram que estão atentos e não querem deixar de defender os seus direitos e os direitos dos trabalhadores, na reestruturação.

Mas um eventual cumprir de etapas, nesta altura, não só hipoteca cumprir de datas assumidas com o TdC. Isto quando houve mais de um ano para formalizar a ACE de vagões.

Como ajuda a limitar a saída de trabalhadores por opção própria da UMAR. Até porque se sabe que existe falta de mão de obra especializada no sector da manutenção. Os tempos de imobilização nos passageiros e mercadorias são um bom exemplo.

Há ainda questão da transparência do processo de reestruturação que já não é nova. Remonta desde logo à decisão de reestruturar a EMEF. Onde a informação foi gerida com pinça e a conta gotas por parte da CP, e onde em fase posterior até no prestar de contas do Governo ao Parlamento português.

Um requerimento do  grupo parlamentar do PCP, datado de 14 de Junho deste ano, dirigido ao Ministro Pedro Marques ilustra a disponibilidade de quem gere a coisa publica no edificar deste processo.

“Não informaram como deviam ter informado, não envolveram no trabalho preparatório como tinham de envolver, não auscultaram previamente como tinham que auscultar, e mais grave ainda, faltaram à verdade, afirmando estarem a ponderar sobre aquilo que na verdade já estava decidido”.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.