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PNI 2030 quer alocar 3,5MM na ferrovia

PNI2030_ferEspanha anunciou que prevê gastar em dois anos metade do que o ministro Pedro Marques e Governo querem reservar para dez anos de intervenção na ferrovia portuguesa na década pós Ferrovia 2020.

Em entrevista ao Expresso este sábado, Pedro Marques abordou a estratégia que o Governo vai propor no Plano Nacional de Investimentos 2020 – 2030 (PNI 2030) para a ferrovia.

Números e contas do semanário falam em pouco mais de 10 projectos que somam 3470 milhões a investir nas infraestruturas ferroviárias na década pós plano Ferrovia 2020.

A verba a investir na ferrovia entre 2020 e 2030, pouco mais do dobro do que os dois mil milhões de euros que Espanha espera gastar entre 2019 e 2020, prevê como medida mais sonante a construção de 163 km de desvios na actual linha do Norte.

Pedro Marques, disse ao Expresso que quer reduzir o tempo de viagem no transporte de passageiros para menos de duas horas entre Lisboa e Porto e descongestionar pontos actualmente saturados.

O materializar dessa intenção não passa por construir uma nova linha do Norte no eixo mas por quadruplicar a actual em alguns pontos.

As propostas estão nos troços Alverca – Azambuja, Santarém – Entroncamento, Soure – Coimbra, Cacia – Gaia, e Chelas – Braço de Prata. Calendário não há, mas serão 1.5 mil milhões de euros.

“A nossa ideia é conseguir, na próxima década, aumentar a procura de passageiros em 30%, e aumentar até 40% a procura de transporte de mercadorias”, aponta como argumento.

A proposta, que resultou do diálogo com o sector, compreende ainda Segurança, Electrificação, corredores redundantes, modernização de via, acessos a aeroportos e o definhar da via estreita.

Para o “Programa de segurança ferroviária e reabilitação e redução de ruído”, explica a publicação, são 375 milhões.

Electrificação da rede entre Caldas da Rainha e Louriçal na linha do Oeste e no troço Régua – Pinhão – Pocinho, na linha do Douro. São cerca de 205 milhões de euros.

Onde também é proposta catenária nova é na linha de Casais. O PNI 2030 sugere 200 milhões para a ligação do corredor à rede geral.

Para os corredores internacionais o Governo quer alocar cerca de 870 milhões de euros. Entre linhas novas e modernizações.

São 650 milhões para ligar Cacia a Mangualde, linha do norte ao corredor norte. 120 para construir uma variante ao ramal de Sines, a ligação Sines – Grândola, no corredor internacional sul.

Depois, existe ainda um pequeno troço, para 90 milhões, no corredor sul, entre Poceirão e Bombel. Verba onde se inserem trabalhos para a ligação Casa Branca – Beja.

Há propostas para se mexer na linha do Algarve, 100 milhões, e é referida a ligação ao Aeroporto. Tal como a norte, ao nível dos acessos ferroviários, é apontada a ligação ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.

A via estreita fica-se pelo Vouga. O documento sugere 75 milhões para intervir no troço Espinho – Oliveira de Azeméis. A opção deverá apontar para o fim do troço entre Oliveira de Azeméis e Sernada, que actualmente apenas serve para marchas de rotação, criando-se mais uma ilha.

Para a próxima década existe ainda a vontade de promover a expansão da ferrovia ligeira de Porto e Lisboa, dentro das estratégias das áreas metropolitanas, em 1000 milhões de euros.

Em Janeiro o PNI 2030 segue para discussão na Assembleia. A intenção é ter o documento pronto para ser apresentado em Bruxelas no decorrer do primeiro trimestre de 2019.