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Continente movimenta 85 milhões de TEU nos primeiro 11 meses de 2018

Nos primeiros onze meses de 2018, os portos do continente movimentaram 84,9 milhões de toneladas de carga, uma quebra de -3,9 milhões de toneladas face a igual período de 2017, correspondendo a -4,4%, muito influenciada pela diminuição da importação de Petróleo Bruto e Carvão. Paralelamente a este valor há a assinalar sinais de recuperação ao nível do tráfego de Contentores, que registou +0,8% em número e +1,4% no volume de Carga Contentorizada.

Aveiro e Faro foram os únicos portos a registar um desempenho positivo que se traduziu numa taxa de crescimento de, respetivamente, +6,2% e +74,3%. O porto de Aveiro mantém assim a sua melhor marca de sempre, com um volume superior a 5 milhões de toneladas.

O volume total de quebras registadas no volume de carga movimentada foi, até novembro de 2018, de -4,2 milhões de toneladas. Sines, Lisboa e Leixões assumem um peso mais significativo ao registar respetivamente variações de -2,6 milhões de toneladas (-5,6%), -796 mil toneladas (mt) (-7,1%) e -469 mt (-2,6%), sendo ainda de assinalar Setúbal com -278 mt (-4,6%). Os mercados mais expressivos que estão na base destas quebras são os de produtos energéticos nos casos de Leixões e Sines e da Carga Contentorizada nos casos de Lisboa e Setúbal.

No segmento dos Contentores, constata-se que o sistema portuário do Continente movimentou cerca de 1,72 milhões de unidades e 2,75 milhões de TEU, correspondentes, respetivamente, a +0,8% e -0,2%, quando comparadas com igual período de 2017, sendo que o número de unidades representa o valor mais elevado de sempre.

No que diz respeito ao segmento de Contentores, o comportamento dos portos não foi homogéneo. No volume TEU apenas Sines e Leixões registaram variações positivas, respetivamente de +4,2% e +3,3%, face ao período homólogo de 2017. Os restantes portos registaram variações negativas, com especial destaque para Lisboa que ‘perdeu’ -12,6% e para Setúbal que registou ‘perdas’ -13,2%. Importa sublinhar o facto de Sines ter registado a sua melhor marca de sempre, quer em número de unidades quer em volume de TEU.

Naturalmente que a este comportamento não é alheio o clima de instabilidade laboral verificado principalmente no porto de Lisboa, mas também em Setúbal e Figueira da Foz, a que está associada a transferência de tráfego para os portos de Sines e de Leixões.

Ainda neste segmento, sublinha-se que o porto de Sines reforça a liderança com uma quota de 58,3%, superior em +2 pp ao registada no período homólogo anterior. Na posição seguinte encontra-se Leixões, com 22,1%, que reflete um aumento homólogo de +0,9 pp.

Nos portos comerciais registou-se um total de 9742 escalas (-3,4%) de navios de diversas tipologias entre janeiro e novembro de 2018, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 189,24 milhões (-1,3%). A maior quota do número de escalas registou-se nos portos de Douro e Leixões, com 24,4%, seguido de Lisboa, com 22,9%, e Sines, com 19,8%.

A variação global observada no movimento portuário entre janeiro e novembro de 2018 foi de -3,9 milhões de toneladas. Esta quebra é resultado de variações negativas quer na carga embarcada, quer na carga desembarcada, de -1,8 e -2,1 milhões de toneladas, correspondentes a -5% e -3,9%, respetivamente.

O comportamento do fluxo de embarque, que inclui a carga de exportação, é maioritariamente negativo, registando quebras em 28 mercados (definidos pelo binómio tipologia de carga e porto), num total superior a 3 milhões de toneladas. Apenas 19 mercados registaram acréscimos, resultantes em +1,2 milhões de toneladas.

As variações negativas são protagonizadas essencialmente pelo mercado de Produtos Petrolíferos em Sines com -950,8 mt, representando 31,5% do total da carga embarcada ‘perdida’. Em termos positivos, as operações de embarque registaram variações positivas na Carga Contentorizada em Sines e Leixões, registando acréscimos de +577,1 mt e de +122,4 mt, respetivamente, e também nos Outros Granéis Sólidos no porto de Figueira da Foz, com +133,7 mt.

Nas operações de desembarque registaram-se variações negativas em 24 mercados, totalizando quase +4 milhões de toneladas, e variações positivas em 26, atingindo um total de quase +1,9 milhões de toneladas. Dos mercados com desempenho negativo destacam-se os de Carvão e Petróleo Bruto em Sines, com quebras de -1,45 milhões de toneladas e -1,04 milhões de toneladas (correspondentes a 36,4% e 26,2% do total de carga ‘perdida’). Com desempenho positivo destacam-se o dos Outros Granéis Sólidos e da Carga Contentorizada em Leixões, ambos com +267 mt (14,1% do total das variações positivas na carga desembarcada).

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 78,3%, 70,2%, 53,9% e 100%, respetivamente.

Acresce sublinhar que, no seu conjunto, estes portos detêm uma quota de carga embarcada que se situa na casa dos 14,4%, descendo para 9,5% se considerarmos o total da carga movimentada.

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Aveiro e Faro registaram um desempenho positivo, sendo que o primeiro manteve a sua melhor marca de sempre ao atingir um volume superior a 5 milhões de toneladas.

No segmento dos Contentores, Sines regista o seu valor mais elevado de sempre ao ultrapassar 1,6 milhões de TEU e reforça a sua posição de líder com uma quota de 58,3%.

Lisboa e Setúbal continuam a registar ‘perdas’, a que não é alheia a instabilidade laboral que se verifica no período em questão.

AMT