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Extinção de Formações Avançadas em Transportes

Numa altura em que faltam quadros qualificados ao nível da regulação e nos ministérios, a webrails.tv reproduz email recebido que alerta para a extinção de formação no ensino superior na área dos transportes.

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Respondendo ao vosso pedido de comunicação de notícias lançado na plataforma, comunico-lhe com a intenção de espalhar a menos boa notícia acerca dos estudos académicos sobre transportes que simplesmente forma extintos ao longo destes últimos anos, tendo esta semana mesmo recebido uma resposta de email informando que o último Mestrado da área já não irá estar disponível para inscrições no próximo ano lectivo 19/20.

Compreendendo que a curto prazo parece apenas afectar a procura específica de quem ambiciona aprofundar estes conhecimentos, reparo que no longo prazo, e numa altura tão necessária, os interessados formandos não chegarão a ser formados, o que levará a consequências que poderá estar certamente a decifrar.

Mais especificamente lhe conto, agradecendo a sua atenção, que, estando eu a finalizar o 3º ano de licenciatura e querendo ingressar em mestrado, em Portugal, na área dos Transportes e Mobilidade, se possível com especialização em ferrovia, procurei e encontrei apenas 2 mestrados leccionados no Instituto Superior Técnico, em herança do antigo Instituto Superior de Transportes e Comunicações.

À data estavam disponíveis o MPOT (Mestrado em Planeamento e Operação de Transportes) e MEST (Mestrado em Engenharia e Sistemas de Transportes).

Na passada terça-feira, desloquei-me ao IST para tirar algumas dúvidas sobre os cursos, ao que fui informado que o MPOT havia sido extinto e, com a posterior confirmação que recebi recentemente por email do IST, bem como o MEST.

Nesta situação, fiquei eu e os meus restantes colegas sem alternativas para ingressar em estudos de 2ºCiclo na área. Em conversa com responsável na secretaria foi indicado que o problema não havia sido a falta de inscrições pois no passado ano tiveram de devolver o montante da inscrição a quem se havia inscrito na respectiva plataforma do IST.

Penso não ser preciso dizer muito mais, numa realidade em que a evolução anda à velocidade TGV ou até Maglev, não vai ser possível em Portugal acompanhar pois nem sequer nos é possível estudá-la e investigá-la, quanto mais aplicar posteriormente as medidas eficientemente correctas à necessária mobilidade de pessoas e bens.

João Pereira

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