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Sistema de Mobilidade do Mondego e Aeroporto em Coimbra

coimbraNa quarta-feira 27 de fevereiro, estive na apresentação do troço urbano do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

Fiquei pasmado, é o termo, quando o Presidente da IP António Laranjo e cheio de felicidade, nos informou que o troço entre Coimbra-B e Coimbra Cidade seria encerrado e substituído por autocarros elétricos no mesmo troço, sendo Coimbra-B ampliada para poder albergar todos os serviços que hoje acabam em Coimbra Cidade.

Inconcebível. Havendo cativações, algumas de 30%, porque não existe dinheiro, e aqui vai-se esbanjar dinheiro só para satisfazer o Ego de um Presidente da Câmara. Aqui Mário Centeno não olha.

Mas o esbanjar, também do meu dinheiro, já que a ampliação de Coimbra B deve chegar aos milhões de euros, e já que o que noutros países se faz é levar os comboios o mais possível ao centro das cidades e aqui colocam-se os passageiros na periferia.

Porque, segundo Pedro Marques, os passageiros da Ramal da Lousã não podem ficar a 800 metros da estação de Coimbra Cidade, quando numa deslocação a Miranda do Corvo fiquei a saber que eles não se incomodavam de ficar ao fundo do Parque Manuel Braga.

Com este sistema prejudicam-se 13 milhões de passageiros, já que António Laranjo afirmou que o SMM iria ter uma procura de 14 milhões de passageiros.

Mas o esbanjar do dinheiro não se fica por aqui, já que o Governo tem incluído no Ferrovia 2020 – 2030 a duplicação da linha do Norte em velocidade elevada e a zona de Coimbra faz parte dessa alteração, com uma nova estação que no projeto da Alta Velocidade se chamava Coimbra M, localizada noutro local, para o lado de Souselas.

Com esta nova estação Coimbra-B presumo que seja eliminada, ficando os passageiros com destino a Coimbra ainda mais distantes do centro da cidade, e indo o dinheiro gasto em Coimbra B para o lixo.

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Tenho acompanhado a criação do novo aeroporto, mas estranho muito que o dr. Manuel Machado não saiba que a Vinci tem o exclusivo de todos os aeroportos em Portugal Continental e a Madeira.

Num raio de 150 Km de cada um dos seus aeroportos nada pode ser feito. Construir um novo Aeroporto para aviões pequeninos, justifica-se?

Com os meus cumprimentos

Ângelo Campos