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Ferrovia e porto da Beira começam a operar

Uma semana depois do ciclone Idai ter fustigado a região Centro do País, causando vítimas humanas e destruição de infra-estruturas públicas e privadas, a actividade económica no Corredor da Beira começa a voltar a normalidade.

A Cornelder de Moçambique, SA. (CdM) gestora dos Terminais de Contentores e de Carga Geral, reabriu o porto à navegação na última terça-feira, dia 18 de Março. De referir que por uma questão de precaução, o porto havia sido preventivamente encerrado no dia 13, às 18 horas.

Todos os cais, tanto de contentores, como de carga geral, estão em pleno funcionamento, tendo inclusivamente sido já atendidos vários navios de carga, em ambos os terminais. Para além de navios comerciais, no porto estão atracados três navios com ajuda humanitária destinada às vítimas do ciclone.

Nos terminais referidos, para além de danos na cobertura de oito armazéns, respectivos portões e edifícios de escritórios, não houve registo de danos em guindastes, equipamentos de manuseamento, sistema informático nem em carga em armazém.

Ao nível do sistema ferroviário da Beira, após trabalhos de reparação dos troços afectados pela força das águas, a linha de Sena foi reaberta ao tráfego no dia 19 de Março, enquanto a linha de Machipanda reabriu ao tráfego na sexta-feira, dia 22 de Março.

Imediatamente após o ciclone, o Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação (INAHINA) procedeu à balizagem do canal de acesso ao porto e bacia de manobras, tendo concluído que estão criadas todas as condições para uma navegação segura e eficiente.

Por ocasião da reabertura da linha do Sena, com o inicio das expedição de comboios, aos microfones das TSF um emigrante português declarou-se pronto a cortar os carris.

Era um criado de gado que tinha disposto da linha, a seco, as cabeças que tinha conseguido reunir e salvar. A ameaça surgiu porque ouviu a noticia de que os comboios iam começar a circular.

A passagem, referia desesperado, ia matar perto de 500 cabeças que tinha conseguido salvar com os pastores. A passagem do comboio ira atropelar os animais ou então morrerem afogados por terem de voltar à água.