free web
stats

Apontamentos sobre História Ferroviária – tracção

Na continuidade da modernização do sistema de tração, com a eliminação do vapor e a introdução do diesel e eletrificação, a CP, em janeiro de 1959, autoriza a aquisição de uma nova série de 15 locomotivas diesel elétricas à fábrica francesa Établissements Brissonneau & Lotz, financiadas pela Eurofima e Plano de Fomento.

O acordo previa que fossem construídas em Portugal pela Sorefame, sob licença da empresa francesa.

As primeiras locomotivas chegam a 16 de março de 1961 e ficam afetas aos depósitos de máquinas de Campolide, Figueira da Foz e Coimbra B, onde são colocadas no serviço comercial de passageiros.

Além do serviço de passageiros, foram também utilizadas em serviço de manobras e comboios de mercadorias, destacando-se o “peixeiro” entre Alcântara-Terra e Lisboa Sta. Apolónia.

Em 1963, a CP adquire mais 10 unidades que completaram a série 1201 a 1225, equipadas com motores tipo MGO, da responsabilidade da Sociéte Alsacienne de Constructions Mécaniques, que podiam atingir velocidades de 80 kms/h.

Apresentavam como cor original o azul-escuro, com uma linha branca no topo e uma zona vermelha entre os tampões, que nos anos 70 foi alterada para laranja com riscas brancas nos topos.

Conhecidas na gíria ferroviária como “flausinas”, foram as primeiras locomotivas diesel de origem europeia a circular na rede ferroviária nacional, tendo começado a ser retiradas do serviço no final da década de 90 e estando uma delas preservada na FMNF.

AHCP