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Da Rota do Bordado de Castelo Branco para outros caminhos

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Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco

Tendo como referência o desconto de 50% que o bilhete de uma deslocação de comboio a Castelo Branco proporciona na entrada de vários museus e equipamentos culturais do Concelho, a webrails.tv foi ao encontro da Rota do Bordado de Castelo Branco.

A proposta teve como roteiro três espaços que introduzem a cultura da seda e do Bordado de Castelo Branco, em contexto histórico e de actualidade.

O percurso remete para o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, e museus da Seda e Francisco Tavares Proença Júnior.

O Museu da Seda, no roteiro, apresenta a alma do bordado. Empresta à seda um lugar na história, a actividade que promove e se desenvolve em volta, presença na região e o caminho que trilha até ser o fio ilustrador de motivos nas colchas de linho.

Por lá pode ser encontrado o ciclo do cultivo do bicho da seda, desde a criação da larva ao fio, tecido e produto final.

O segundo Museu permite compreender o relevo e estatuto alcançado por Castelo Branco na tradição de bordar. Nesse contexto, o acervo à guarda do Museu Francisco Tavares Proença Júnior conduz a várias épocas de cochas que permitem assistir à evolução do bordado.

Além da porta de entrada para o bordado, o espaço museológico situado no antigo Paço Episcopal de Castelo Branco, é considerado um Museu de referência.

Datado de 1910 o Museu Francisco Tavares Proença Júnior tem outros atractivos que se expressa nas áreas da arqueologia, do têxtil e arte sacra, com referência da identidade local e regional.

Jardim do Paço

Jardim do Paço – Inferno

O Jardim do Paço não consta na Rota do Bordado de Castelo Branco mas encaixa bem a anteceder uma visita ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior ou, para fazer uma pausa, no itinerário rumo ao próximo ponto.

O Centro de Interpretação do Jardim do Paço fica próximo, e dar um salto remete para um encontro com espaço enredado em história e estórias. Por lá anda o imaginário religioso de freiras e frades, e em alguns pontos com enredo um pouco maroto.

Como, através de água e som, havia sistema ainda em funcionamento que servia para ver a barriga das pernas das senhoras.

Depois, pelos jardins, há ainda referência a réis, elementos, Zodíaco, chagas de Cristo, mitologia e o ciclo do Novíssimos do Homem: a morte, o juízo, o inferno e o paraíso.

A modernidade e o passado do produto artesanal ex-libris do Concelho termina no Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco. O lugar alberga bordadeira em actividade entre a tradição e a contemporaneidade.

Museu dos Têxteis

Embora de forma directa, um desvio para visitar o Museu dos Têxteis não se encaixe na distinção com a seda se apresenta. A deslocação até à freguesia de Cebolais de Cima-Retaxo pode rematar o encerrar da Rota do Bordado de Castelo Branco.

Os bordados não terão o barulhento e atribulado processo de produção da produção dos fios de lã. Menos ainda será a nobre da superfície dos tecidos de lã para o enredo das figuras desenhadas no pano com agulha.

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Nas imagens o Museu Cargaleiro com ambiente e obras do acervo, bordar no Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, jardins do Jardim do Paço, ambiente no Centro Cultural e Museu dos Têxteis.

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A antiga unidade têxtil de Retaxo, no programa cultural, não deixará de ser um fechar de percurso de referência. Pela simpatia e saber dos técnicos que acompanham o percurso expositivo pela cardação e fiação da lã, e por se tratar de um Museu vivo.

Já não em laboração, mas ainda com movimento. Máquinas dos anos 50 do Séc. XX, algumas delas originais da região, ainda em estado de funcionamento que acompanha o percurso pela antiga unidade fabril de produção de lã, recuperada.

Museu Cargaleiro

Museu Cargaleiro

Ainda mais 5 lugares a visitar com 50% de desconto

Uma nova abordagem, para se partir ao encontro de Castelo Branco depois de sair do comboio, passa por seguir até à cidade velha.

Por entre ruas apertadas, com muitas portadas quinhentistas, há para descobrir a Casa da Memória da Presença Judaica em Castelo Branco e o Museu Cargaleiro.

O reconhecimento da vida e obra de Cargaleiro divide-se por dois espaços, onde se pode ver a colecção de arte da Fundação Manuel Cargaleiro.

Obras do artista plástico natural de Vila Velha de Rodão desde os anos de 1950 até à actualidade, de amigos e artistas que beberam influência nos seus trabalhos.

Acervo composto, essencialmente, por pintura e cerâmica que pode ser visitado e visto no coração do centro histórico de Castelo Branco.

A passagem do povo Judeu encontra eco na Casa da Memória. O lugar “pretende contar a história de uma comunidade que em muito contribuiu para o desenvolvimento da cidade no período quinhentista, as suas memórias e o legado que por cá deixou”.

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Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco

Pela cidade há ainda dois espaços dedicados à arte e criação de novos públicos, a Casa Amarela – Galeria Municipal e o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.

O envolvimento do Centro Cultural merece referência. Para lá do enquadramento de autor do edifício, a zona envolvente, conhecida por Devessas, é uma praça pedonal ampla e agradável.

O Campo Mártires da Pátria concentra lojas, esplanadas e equipamentos culturais como o Cine-teatro Avenida ou a Biblioteca Municipal, que tornam o espaço no centro da cidade um local de encontro e lazer, privilegiado.

Em Alcains

Ainda em Castelo Branco mas na localidade de Alcains fica o Museu do Canteiro, a última proposta.

O espaço museológico, que acompanha a tradição da região, tem como atractivo o granito, as técnicas e os instrumentos para trabalhar este material.

Só no freguesia, a trabalhar a pedra, existiram mais de cinco centenas de pedreiros dedicados à actividade.

A webrails.tv viajou de comboio até Castelo Branco a convite da CP e Autarquia