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Exposição de Modelismo Ferroviário – Lisboa 2019

Estão volvidos quase 16 anos, desde que se realizou em Setembro de 2003 numa das salas laterais do então denominado “Pavilhão Multiusos”, agora “Meo/Altice Arena”, a primeira exposição de módulos em Portugal, organizado também pelo então Núcleo de Modelismo Ferroviária da Associação de Estudantes do ISEL e promovido pela revista Maquetren e pelo Clube de Módulos Maquetren, cuja normativa viria a ser uma referência no âmbito da construção de módulos.

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Vista Geral

Como é óbvio, nesta década e meia muitas foram as alterações. O modelismo ferroviário cresceu e amadureceu. Novas marcas aparecerem, algumas de referência, não só pela sua dimensão, mas pelo facto de produzirem peças nacionais. Entre elas será de destaque a SudExpress Scale Model Trains, pela criação de material circulante português (locomotivas diesel e eléctricas, bem como de vagões de mercadorias e prepara-se para lançar as primeiras carruagens de passageiros), assim como a Modelismo Artesanal, por criar diversos acessórios, sejam eles  edifícios de estação (edifícios de passageiros, caís cobertos de mercadorias, apeadeiros, etc.), casas rurais, armazéns, etc. Neste caso, é de destacar as referências a antigas marcas já desaparecidas, como é o caso da “SACOR”, entre outras, ou das antigas escolas primárias erguidas na altura do regime de António Oliveira Salazar.

Infelizmente outras marcar desapareceram ou foram absorvidas.

Mas uma coisa é certa, seguramente haverá mais modelistas e maquetistas. Mas se dúvidas houvesse, apareceu um novo grupo denominado de Fermodel, cuja base é o sistema de corrente alterna com base no sistema Märklin, que há anos atrás seria impensável de ver em público maquetas tendo por base este sistema.

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Estação do Pinhão

Outra das áreas onde houve grandes desenvolvimentos, foi nos denominados comandos dos comboios miniatura, onde os transformadores com regulador de potência, fossem eles CC ou CA, deram lugar aos sistemas digitais, com o aparecimento de diferentes tipos de centrais, tendo por base diferentes protocolos, obviamente com diferentes tipos de centrais/comandos, mais ou menos complexos, consoante as expectativas de cada um, mas cuja evolução ainda está longe de ter parado. Também neste segmento, apareceu recentemente uma marca portuguesa no mercado, a Electronic Models.

Esta maqueta CIMH0 também foi a maior feita pelo grupo em Portugal até ao momento, contou com cerca de 174 módulos o que deu uma extensão de 160 ml, o que dá para ver a sua dimensão. Em termos de participantes nesta maqueta, foram cerca de 50, embora só 40 tenham participado de forma activa.

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Canal de São Roque

Já quanto à maqueta da Fermodel (sistema Märklin) contou com um circuito com cerca de 23 módulos o que deu uma extensão aproximada de 27,6 ml.

Estiveram ainda presentes as seguintes maquetas/showcases:

• Diorama à escala N em ambiente japonês construído por Carlos Filipe;

• Maqueta à escala N, oval em ambiente norte-americano de Ricardo Matos em representação da Associação de Modelismo de Almada;

• Maqueta experimental à escala H0 do CEC-Clube dos Entusiastas do Caminho-de-Ferro em forma de oval;

• Maqueta à escala N, Valdécrins de Eric Didier;

Showcase Luzianes, Ribeira do Alentejo de David Nobre;

Showcase à escala H0 de Luís Particípio.

O representante da marca Märklin em Portugal ofereceu aos presentes uma pequena lembrança. Um saco no interior do qual continha um camião TIR com publicidade ao evento FERMODEL que vai ter lugar nos dias 1 e 2 de Junho no Pavilhão da Quinta dos Lombos em Carcavelos.

Na tarde de Sábado o vereador com os pelouros do Desporto e Protecção Civil, Carlos Castro, visitou a Exposição em representação da CM de Lisboa, tendo sido acompanhado pelos organizadores do evento (Sérgio Barreto e Mário Fernandes).