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Concentração Nacional de Ferroviários Reformados

DSC_3169Na continuação da luta em defesa do direito ao transporte, (concessões), conquistado com uma vida de trabalho e que consta no acordo de revogação do contrato de trabalho feito por muitos que saíram nos últimos tempos das empresas do sector, os ferroviários reformados concentraram-se hoje junto às instalações do Conselho de Administração da CP e convocada pela CCRF-Comissão Central dos Reformados Ferroviários/IR-CGTP-IN, em que estiveram presentes cerca de dois milhares de reformados ferroviários para exigir que os seus dirigentes fossem recebidos pelo presidente do CA da CP.

Devido á exigência dos reformados ferroviários, o presidente do CA da CP, acabou por receber os dirigentes da CCFR, mas, como já esperava-mos, remeteu o ónus da questão para o Secretário de Estado dos Transportes e a Secretária de Estado do Tesouro.

Porque o caminho faz-se caminhando e o dos ferroviários reformados é lutando, e como não nos dão alternativa a luta é o caminho.

Exigimos ao Governo e à Assembleia da República a revogação imediata do famigerado artigo nº. 144 da lei nº. 66-B/2012 de 31 de Dezembro, no próximo Orçamento Rectificativo e não como nos querem iludir no O.E. de 2014.

Foi ainda aprovada uma moção por unanimidade e aclamação, na qual se transcreve:

MOÇÃO

NÃO AO ROUBO DAS CONCESSÕES DE VIAGEM

Dada a gravidade do “roubo” executado por este governo e seus mandatários aos ferroviários, e em especial aos reformados e seus familiares roubando-lhes as suas concessões de viagem “que funcionavam como o seu estatuto social na empresa”, os participantes nesta concentração junto á sede social da empresa CP, sita na Calçada do Duque, nº. 20-Lisboa no dia 09 de Maio de 2013,

Consideram:

  1. Que a lei nº.66-B/2012 de 31 de Dezembro no seu artigo nº. 144, coloca milhares de pessoas numa situação de “choque psicológico” pela alteração de regime contratual que põe em causa direitos adquiridos;
  2. Verifica-se com isto um ataque directo aos ex-trabalhadores reformados, pensionistas e familiares;
  3. Estamos pois inegavelmente perante uma inqualificável falta de respeito por valores e direitos como dignidade humana;
  4. Pergunta-se, o que representa esta medida para os cofres da empresa e para a Economia Nacional?

Face ao exposto decidem:

  1. Exigir ao governo e à Assembleia da República a revogação do artigo 144º da lei nº.66-B/2012 de 31 de Dezembro de 2012 e ao Conselho de Administração da CP a deliberação nº.1/2013 de 31 de Janeiro;
  2. Repudiar veementemente a decisão da Administração da CP pelo envio de carta tipo aos reformados e pensionistas na divulgação da redução dos seus direitos contratuais;
  3. Exigir ao Conselho de Administração da CP para que os seus dirigentes sejam recebidos para resolução dos seus problemas.

Lisboa, 09 de Maio de 2013

 A Concentração

 Frederico Tavares