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A DB divulga os seus resultados do primeiro semestre

Evolução da procura nos serviços de Longo Curso (img : DB)

Evolução da procura nos serviços de Longo Curso (img : DB)

Evolução da procura e do tráfego

Pelo quarto ano consecutivo a procura dos serviços de Longo Curso da DB registou um acréscimo, neste primeiro semestre de 2019, de 1,3%. Ou seja, em valores absolutos, 71,8 milhões de passageiros.

A previsão da empresa é de, em 2019, ultrapassar os 150 milhões de passageiros transportados, o que seria o mais alto valor de sempre registado num só ano.

Este crescimento da procura no Longo Curso tem criado sérias dificuldades à companhia pública, nomeadamente nos eixos ICE mais competitivos com o avião.

Convém relembrar que no Longo Curso da DB a reserva de lugar não é obrigatória. O que em períodos de “ponta” acaba por colocar dezenas de passageiros em condições algo rudimentares. A não existência de lugares sentados, por vezes, acaba com que viagem sentados nos WC ou no chão.

Do lado da pontualidade, que também nunca foi nada de especial no Longo Curso devido ao intenso tráfego e às múltiplas correspondências da rede alemã, a estatística registou uma ligeira melhoria. Passou de 74,9% (2018) para 76,5% neste primeiro semestre do ano.

Relativamente ao tráfego propriamente dito, ou seja aos canais horários encomendados e realizados, todas as empresas ferroviárias incluídas, situou-se em 543 milhões comboios/km, um aumento de 0,6%.

A quota de mercado dos operadores ditos “privados”, ou seja independentes do Grupo DB, foi de 33,1% no primeiro semestre de 2019. Um aumento em relação aos 31,9% do primeiro semestre de 2018.

A DB Cargo continua a ter uma queda ligeira nas suas toneladas transportadas. com 43,7 mil milhões de toneladas/km no primeiro semestre de 2019. A comparar com as 44,5 mil milhões de toneladas/km do primeiro semestre de 2018.

Todavia a DB fala em “estabilização dos volumes transportados”.

Situação financeira e investimentos

O EBIT do grupo, ou seja o resultado operacional, sofreu uma redução de 22%, passando de 974 milhões de euros para 757 milhões de euros. Segundo a empresa, esta redução deve-se ao aumento dos investimentos e da despesa corrente (recursos humanos entre outros) para implementar “medidas adicionais que visem melhorar a qualidade e o desempenho”.

O Presidente da DB, Richard Lutz, (re)afirma que estes investimentos no futuro dos caminhos de ferro “compensarão no longo prazo”. É a base do plano “Strong Rail” apresentado há alguns meses : a DB aumentará a quota de mercado da ferrovia melhorando a rede com modernizações, aumentos de capacidade, reabertura (em conjunto com os Landers, as regiões alemãs) e a compra e renovação de mais material circulante.

Signet_Strong-Rail-DBPor consequente, os investimentos continuam em níveis recorde. Em 2019, a despesa de capital liquida associada deverá ultrapassar os 5,5 mil milhões de euros e a despesa bruta deverá atingir ou mesmo ultrapassar os 10 mil milhões de euros.

Este será o maior nível de investimentos em toda a história da DB.

Segundo o CFO da DB, Alexander Doll, “A Deutsche Bahn está a executar extensos investimentos, com impacto em todas as nossas unidades de negócio, focada nas operações ferroviárias na Alemanha”

A divída mantem-se estável nos 20 mil milhões de euros. Todavia, esta em valores absolutos passou de 19 para 25 mil milhões devido as novas regras de contabilidade IFRS. Mas, na prática, não deverá ter impacto significativo nas finanças da empresa.