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Novo presidente da SNCF nomeado

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Jean-Pierre Farandou

O Presidente da Républica francesa, Emmanuel Macron, confirmou oficialmente a nomeação do novo presidente da SNCF em substituição de Guillaume Pepy, presidente há 12 anos e que não quis efetuar um terceiro mandato.

O escolhido é Jean-Pierre Farandou, 62 anos, engenheiro das “Minas” (em referência à prestigiada escola francesa de engenharia) e que fez a maioria da sua carreira na SNCF.

O futuro presidente entrou na SNCF em 1981 como chefe de estação e passou por quase todas as áreas do grupo ferroviário.

Foi diretor de estabelecimento de tracção (o equivalente aos depósitos de tracção em Portugal), da região SNCF Rhône-Alpes, passou pela direcção de recursos humanos, criou e geriu a Thalys, lançou o TGV Nord em 1993 (Paris – Lille), foi diretor dos comboios suburbanos e regionais e, finalmente, desde 2012 era presidente da Keolis, subsidiária da SNCF dedicada aos transportes urbanos.

Uma escolha surpreendente

Originalmente, Macron quis um perfil exterior ao setor ferroviário (tal como fez em outras empresas, como a Air France ou a RATP), todavia o salário limitado a 450 000 euros por ano e a exigência do minimo de conhecimentos ferroviário terão dificultado o “recrutamento”.

A montanha de desafios que esperam a SNCF e o novo presidente terão pesado na decisão de escolher alguém do setor.

Com a reforma ferroviária do governo, a partir de 1 de Janeiro de 2020, o grupo inaugura uma nova organização (que reforça ainda mais a integração vertical), perde o monópolio do transporte de passageiros interior e deixa de recrutar com o estatuto “especial” ferroviário em vigor desde os anos 20 do século passado. Além disso, há que negociar e implementar um novo Acordo Coletivo de Trabalho comum a todas as empresas ferroviárias e profissões em apenas 6 meses.

Tudo isto terá feito com que Macron acabasse por escolher um perfil puramente ferroviário, para o novo dirigente estar operacional desde o primeiro dia.

Desafios

Além dos desafios ligados à reforma ferroviária enumerados antes, fica também por resolver a situação dramática do transporte ferroviário de mercadorias, de grande parte da rede secundária em ameaça de encerramento a curto/médio prazo devido ao mau estado da infraestrutura (cerca de 10 000km) e a questão da racionalização da oferta TGV cujas alternativas ainda estão por implementar.

Guillaume Pepy

Guillaume Pepy

Farandou assumirá o lugar de Guillaume Pepy oficilamente a partir de 1 de Janeiro de 2020.

Este útlimo já se exprimiu assumindo-se “muito contente” e que “já a partir de amanhã, disponibilizo-me para lhe permitir de preparar esta nova responsabilidade e esta nova SNCF 2020. Peço a mesma dedicação a todos os dirigentes do grupo.”