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Linha circular do Metro: Concentração / protesto

Na sequência do anúncio de uma concentração de protesto contra a construção da Linha Circular no Metro de Lisboa, agendada para as 16h00 de 24 de Outubro na estação do Campo Grande, a webrails.tv dá conta da iniciativa e dos argumentos de quem olha e tem uma posição face às opções de mobilidade impostas à cidade.

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GOVERNO DESRESPEITA PARLAMENTO

Em 5 de julho passado, e na sequência de muitos protestos de utentes do Metro, a Assembleia da República (AR) rejeitou, de forma categórica, o projeto da Linha Circular contrariando a administração do Metro e gabinetes governamentais.

Esta rejeição foi aprovada por todos os partidos, com abstenção do PS. Doze deputados socialistas votaram com a oposição.

Mais de 40.000 assinaturas foram recolhidas contra a Linha Circular.

A insistência autoritária do Governo na Linha Circular colide com aquele chumbo Parlamentar (Resolução n.º 167/2019) e vai afectar negativamente a vida de quem vive em Lisboa e de milhares de pessoas que aí se dirigem para trabalhar.

O projeto é ineficiente, absurdo e custará 210 milhões de euros do dinheiro de todos nós.

Os grupos e associações de moradores que ora protestam, enviaram em 27 de setembro, carta ao Presidente da República pedindo que intervenha para garantir o respeito pelas recomendações da Assembleia da República como é próprio do bom funcionamento das instituições democráticas.

 As consequências nefastas da Linha Circular

1. A Linha Circular fecha a cidade sobre si própria, dificultando as ligações entre o centro e a periferia, induzindo maior entrada de veículos individuais em Lisboa.

2. Adia a concretização de outras expansões do metro, mais realistas e sensatas, como a ligação a Alcântara, as extensões Telheiras-Carnide, Odivelas-Loures e Moscavide-Sacavém.

3. Obriga à construção de novos viadutos no Campo Grande, obra com grandes inconvenientes urbanísticos e ambientais, cheia de contraindicações de ordem técnica e económica.

4. Implica intervenções de risco, como comprovado em obras anteriores nas zonas da colina da Estrela e Av. 24 de Julho.

5. Em consequência, reúne igualmente grave risco de derrapagem financeira.

6. Não foi objeto de debate público sério.

7. Os presumíveis pressupostos técnicos são falaciosos e têm sido rebatidos por especialistas.

8. As linhas circulares já foram novidade noutros países, mas há exemplos de abandono desta solução, como é o caso de Londres, devido a resultados dececionantes e dificuldades de operação.

9. Vai aumentar os tempos diários de deslocação dos utentes, em especial do Norte da cidade e zonas limítrofes, como Telheiras, Lumiar, Ameixoeira, Odivelas e Loures.

10. A estação do Campo Grande tornar-se-á um calvário para milhares de passageiros.

11. Existem soluções alternativas melhores e mais baratas.

12. Se os utentes saem prejudicados, quem são os beneficiários?

 

 

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Concentração / protesto Metro Campo Grande, 24 outubro, 5.ª feira, 16:00h

Promovem a sensibilização de utentes dos transportes públicos e população em geral, uma parceria que junta moradores de Telheiras, Lumiar, Odivelas, Carnide, Estrela, Loures, Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa e Comissão de Trabalhadores do Metro.

https://www.facebook.com/events/1000264933653736/
https://artelheiras.wordpress.com/2019/10/07/suspensao-da-linha-circular/