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Port2Rail : CP esclarece cancelamento

porto_aveiro_ferrovia_2(1)A formação Port2Rail não se realizou porque o operador Medway declinou o serviço da CP face ao orçamento final da composição e condicionantes da marcha especial, informou a CP.

A posição da empresa de transporte ferroviário foi avançada à werbails.tv esta terça-feira na sequência de questões envidas sobre a supressão do comboio especial para o artigo “CP compromete Port2Rail“.

Na composição Port2Rail – maquina, carruagens, mais dois vagões Medway – a CP fornecia os meios humanos, a locomotiva e as carruagens.

Questões envidas e resposta CP

Na sequência da noticia da anulação da marcha Port2Rail a webrails.tv pediu à CP, a nove de Outubro, duas leituras para o artigo publicado nesse mesmo dia.

Solicitou a confirmação se a formação Port2Rail caiu porque a CP à ultima da hora não assegurou material circulante. Nomeadamente, tracção e carruagem para formação.

Além de procurar entender como é que com a antecedência da planificação o Port2Rail é suprimido.

A dimensão do incumbente chegou esta terça-feira, 15 de Outubro, e encontra-se abaixo:

A formação Port2Rail não se realizou porque o operador Medway não aceitou o orçamento de custos inerentes à sua concretização.

O orçamento inicial refletia apenas o custo da cedência à Medway de 1 locomotiva 5600 + 2 carruagens, sendo a Medway o operador destes comboios pelo que todos os restantes custos ficariam a seu cargo.

Posteriormente, a Medway informou que pretendia incluir na composição destes comboios 2 vagões. Face a esta alteração, e uma vez que esta tipologia de composição não consta da Regulamentação em vigor e pós os devidos pareceres técnicos, verificou-se a necessidade de requerer ao gestor da infraestrutura uma autorização especial de circulação, bem como fazer uma análise de Risco e obter, junto da Medway, comprovativo dos ciclos de manutenção dos vagões. Por outro lado, os maquinistas da Medway teriam que fazer prova das competências necessárias para conduzir estas circulações.

Face a este cenário, para agilizar o processo, que requeria várias provas documentais, foi adotada a solução realizar dos comboios com tripulações da CP.

Em consequência da alteração da composição e dos respetivos pareceres técnicos passou a CP a ser o operador do serviço ficando a seu cargo todos os custos do serviço, (nomeadamente tripulações, material circulante, taxa de uso, etc, o que teve como natural consequência, a alteração do orçamento inicial para abarcar todas as novas premissas. A Medway não aceitou o novo e declinou o serviço.

Além da CP, também a 9 de Outubro, foram solicitadas informações, sem resposta até ao momento, à Shortsea Portugal. Depois de receber a leitura CP na terça-feira, nesse mesmo dia, a webrails.tv perguntou à Medway:

Algum comentário sobre o que a “Regulamentação em vigor” define para acções que podem valorizar o sector no contexto da mobilidade de mercadorias?

Até ao momento não foi possível obter resposta.