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Estado ainda tem 10 anos para terminar Rede Core

A Interoperabilidade Ferroviária de acordo com as regras europeias deverá estar garantida na Rede Core Nacional até 2030, sendo que a restante Rede tem um prazo mais alargado para aquele objectivo que é 2050.

Falta pouco mais de uma década para o compromisso de interoperabilidade, e existe a leitura que o tempo está a contar.

Até porque não basta, até 2030, ter a linha da Beira Alta modernizada no troço entre Guarda e Pampilhosa ou construído o corredor Évora – Elvas na ligação Sines – fronteira e Europa, a interoperabilidade portuguesa do Corredor Atlântico tem de estar certificada.

esVilarFormoso02A certificação, além de garantir o acesso ao financiamento da União Europeia das empreitas, garante que os corredores nacionais estão integrados, com mais 8 corredores, na rede transeuropeia de transportes.

Pelo caminho confirma-se a conformidade de via férrea, bitola 1668 é considerada interoperável, da catenária e sinalização.

No entanto, após 2030, se as linhas da Rede Core não estiverem certificadas, o incumprimento da interoperabilidade de Portugal pode levar a contraordenações por parte da União Europeia.

O enredo

Este artigo tem como pano de fundo a passagem da webrails.tv pelo Seminário “A Normalização e Certificação no Sector Ferroviário”.

A Edição de 2019 deste Seminário, promovido pela Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP) e a Associação Portuguesa para a Normalização e Certificação Ferroviária (APNCF), teve como tema “A Normalização técnica como fator de eficiência.”

Nesse Seminário foi explicado que as linhas da Rede Core com margem de modernização ou construção deverão estar finalizadas até essa data, com os subsistemas – via, catenária e sinalização – validados.

Na mesa de debate, que fechou o evento, Fernando Vendas, Cardoso dos Reis, Eduardo Correia e José Carlos Clemente, emprestaram dimensão técnica, estratégica, estrutural e de execução.

Como mote, para abrir os entendimentos, foi colocado em cima da mesa o cenário de transição. No caso, operadores de mercadorias com operação transfronteiriça, onde a evolução dos subsistemas de interoperabilidade que foram objecto de análise neste seminário será progressiva e em estrito cumprimento das Directivas comunitárias, admitindo-se durante o período de migração, a coexistência de soluções nacionais com as soluções harmonizadas no contexto Europeu.

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