free web
stats

Suspensão da linha circular do metro – Sugestões de prosseguimento para que não se diga que só se critica

Por Fernando Santos e Silva

Embora o momento seja de grande preocupação, quem trabalhou em infraestruturas sabe como é longo o período entre uma decisão e a inauguração da obra, com a agravante do processo de tomada de decisões ser penoso e ferido de muita incompreensão de muitas das partes.

Por isso, enquanto os nossos profissionais de saúde combatem a epidemia com heroismo e espirito de sacrifício, não parecerá mal que mantenhamos o debate.

Aliás, algo pareceu mudar nos decisores da Comissão Europeia, ao levantar a barreira dos 3% do défice. É verdade que apelaram a que isso fosse aproveitado para fortalecer os serviços nacionais de saúde, anteriormente tão negligenciados, parece que devido aos padrões dominantes da economia.

Mas também podemos interpretar a decisão como integrada numa estratégia mais abrangente, em que já era consensual na Comissão Europeia a política de descarbonização, de que uma das principais vertentes é a transferência do transporte individual (TI) para os transportes públicos (TP), ou coletivos, como alguns de nós preferem dizer. Sendo que um bom objetivo para a Área Metropolitana de Lisboa, já divulgado, será a troca dos 30 por 70 (mudar a taxa de deslocações motorizadas de 30% do TP e 70% do TI, para 30% do TI e 70% do TP). E com isso conseguir ganhos para a saúde pública, nomeadamente na prevenção de doenças respiratórias através da redução do consumo de combustíveis fósseis.

Mantem-se da parte da Comissão Europeia a disponibilidade para cofinanciamento, com as habituais exigências de rigor na elaboração dos projetos e as respetivas análises de custos benefícios comparativas com alternativas funcionalmente equivalentes.

A resolução da Assembleia da Republica não suspendeu apenas a linha circular, determinou a execução pelo metropolitano de Lisboa de estudos alternativos para os prolongamentos para Loures e para Alcântara.

Sobre o prolongamento para Loures, eventualmente com um parque dissuasor junto do Hospital Beatriz Angelo e prolongamento a prazo para Infantado e MARL, tenho assistido à continuação da mobilização da população de Odivelas, enquanto cidadãos prejudicados pelo projeto da linha circular.

Artigo completo AQUI