free web
stats

Ainda os SUMP, aos 2 de abril de 2020

Por Fernando Santos e Silva

Na conferencia de 12 de fevereiro de 2020 na Ordem dos Engenheiros sobre o planeamento estratégico na área metropolitana de Lisboa (AML) – https://fcsseratostenes.blogspot.com/2020/02/planeamento-estrategico-na-area.html – referi-me, nos diapositivos 9 e 10, aos SUMP/PMUS , sustainable urban mobility plans como instrumentos recomendáveis para a organização dos processos de candidatura a fundos comunitários.

Curiosamente, um artigo na revista Railways Pro vem chamar a atenção para a obrigatoriedade de apresentação de SUMPs consistentes para obtenção de fundos comunitários, de acordo com um documento do ECA (European Court Auditors, vulgo Tribunal de contas europeu):

https://www.railwaypro.com/wp/cities-without-a-robust-sump-should-no-longer-receive-eu-funding-2/

O objetivo que o ECA diz que deve ser atingido é a transferência do transporte individual para modos sustentáveis de transporte publico, de modo a reduzir os efeitos da poluição.

Segundo um documento do Parlamento Europeu de março de 2016, há cerca de 430.000 mortes prematuras por ano de cidadãos europeus devidas à poluição do ar:

https://www.europarl.europa.eu/news/en/headlines/society/20160222STO15305/car-emissions-taking-tests-out-of-the-lab-and-onto-the-road

Conviria talvez, numa altura em que a câmara de Lisboa e as restantes câmaras da área metropolitana se deixam encantar por bicicletas elétricas, trotinetas, car-sharings e outras modalidades mais ou menos inteligentes de MAAS (mobility as service), pensar-se a sério na elaboração dos SUMPs para obtenção de cofinanciamento no quadro 2021-2027.

Conheço colegas que não se importavam de ajudar, embora a perceção que tenho é que os técnicos da CML se consideram auto-suficientes e acertam sempre nas suas opções.