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Eletrificação da Linha do Algarve

A Infraestruturas de Portugal publicou na segunda-feira 20 de Dezembro, em Diário da República, o Concurso Público para a empreitada de Eletrificação do troço da Linha do Algarve entre Tunes e Lagos.

Um investimento estimado em 23 milhões para a eletrificação, com o sistema 25 kV/50Hz, de um troço com 45 quilómetros de extensão, envolvendo, entre outros, a execução dos seguintes trabalhos:

Intervenção nas pontes metálicas de Portimão e Vale da Lama existentes para instalação de catenária;
Pintura da ponte de Vale da Lama;
Construção de uma nova infraestrutura de suporte aos sistemas de Sinalização e Telecomunicações;
Intervenção de reforço das condições de estabilidade em taludes;
Reabilitação ou execução de novo sistema de drenagem longitudinal e transversal à via;
Requalificação da Passagem de Nível ao quilómetro 313,914 (nas imediações do Apeadeiro de Poço Barreto – Silves) para atravessamento unicamente de Peões. Como alternativa mais segura para a circulação automóvel e ferroviária, será construída uma Passagem Superior Rodoviária ao quilómetro 314,254;
Supressão da Passagem de Nível localizada ao quilómetro 324,964 (nas imediações da Estação de Estômbar-Lagoa). Como alternativa mais segura para a circulação automóvel e ferroviária, será construída uma Passagem Superior Rodoviária no mesmo local;
· Requalificação da Passagem de Nível ao quilómetro 330,572 (junto à Estação e Portimão) para atravessamento unicamente de Peões. Como alternativa mais segura para a circulação automóvel e ferroviária, será construída uma Passagem Superior Rodoviária ao quilómetro 330,009.

A empreitada agora em fase de concurso tem um prazo de execução previsto de 23 meses, estimando-se que esteja concluída no final de 2023.

Eletrificação da Linha do Algarve

O projeto de eletrificação da Linha do Algarve, que está a ser desenvolvido pela Infraestruturas de Portugal, está integrado no programa de investimentos Ferrovia 2020 “Corredores complementares”, programa este que tem como objetivo a eletrificação dos seguintes troços da nossa rede ferroviária:

• Linha do Douro: Troço Caíde / Régua;

• Linha do Oeste: Troço Meleças / Caldas da Rainha;

• Linha do Algarve: Troços Tunes / Lagos e Faro / Vila Real de Santo António

O projeto de eletrificação da Linha do Algarve será executado em duas empreitadas. A primeira, correspondendo à eletrificação do troço entre Faro / Vila Real de Santo António, que foi lançada no passado dia 30 de outubro 2020.

A segunda, que é hoje lançada, corresponde à eletrificação do troço entre Tunes / Lagos.

A eletrificação da Linha do Algarve compreende um investimento global de 65 milhões de euros, comparticipado pela UE, envolvendo o desenvolvimento de Estudos e Projetos, a execução de duas empreitadas de eletrificação, a construção de uma subestação de tração elétrica em Olhão, ampliação da subestação de tração elétrica de Tunes, a execução de uma empreitada no Troço Faro / Vila Real de Santo António de “Conceção/Execução para remodelação do sistema de energia das salas técnicas e reformulação de passagens de nível”, a execução de uma empreitada no Troço Tunes / Lagos de “Conceção/Execução para remodelação do sistema de energia das salas técnicas e reformulação de passagens de nível” e uma empreitada de trabalhos associados aos sistemas de telecomunicações ferroviárias.

O projeto de eletrificação da Linha do Algarve entre Faro / Vila Real de Santo António e Tunes / Lagos tem como principais objetivos:

Assegurar que todo o trajeto na Linha do Algarve possa ser realizado com recurso a material circulante elétrico, resultando daí vantagens ambientais e vantagens relativamente à melhoria de qualidade do material circulante;
Melhorar a mobilidade no arco metropolitano do Algarve;
Potenciar o sistema ferroviário com condições de operação que sejam independentes do consumo de combustíveis fósseis.

A presente ação integrará a candidatura a submeter no âmbito do COMPETE 2020, com a designação “Empreitada de Eletrificação da Linha do Algarve no troço Faro / Vila Real de Santo António”, referente à qual se prevê um financiamento comunitário de cerca de 85%.

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