free web
stats

130 Anos da Linha da Beira Alta lançados em Livro no Feriado Municipal de Carregal do Sal

.
herminioCarregal

Hermínio Cunha Marques, autor do livro «130 ANOS DA LINHA DA BEIRA ALTA – A VIAGEM NO TEMPO POR CARREGAL DO SAL»

Já antes apontado como o único concelho que comemorou os 130 Anos da Linha da Beira Alta no dia correspondente, Carregal do Sal voltou a destacar-se ao ser o único concelho que dedicou a comemoração do seu Feriado Municipal àquela efeméride, em claro reconhecimento da importância que o comboio teve neste torrão beirão.

O feriado municipal foi comemorado ontem, 22 de Julho, segunda-feira de encerramento das festas do concelho, data de referência da sua comemoração anual. Os actos oficiais foram iniciados às 10h30 com o hastear das bandeiras na Praça do Município, perante formatura, em guarda de honra, de bombeiros das Corporações de Carregal do Sal e Cabanas de Viriato e de socorristas da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira do Conde.

Desta vez sem a habitual missa de sufrágio pelos autarcas e funcionários falecidos incluída no programa, as cerimónias tiveram continuidade no salão nobre da Câmara Municipal, registando mais de meia centena de presenças na assistência, entre as quais se contavam João Figueiredo, deputado do PSD na Assembleia da República, vereadores do próprio município, membros da Assembleia Municipal, presidentes das Juntas de Freguesia, e dirigentes escolares e associativos.

Na mesa de honra tomaram lugar Atílio dos Santos Nunes, presidente da Câmara Municipal, Artur Jorge Saraiva, presidente da Assembleia Municipal, e Hermínio Cunha Marques, autor do livro «130 ANOS DA LINHA DA BEIRA ALTA – A VIAGEM NO TEMPO POR CARREGAL DO SAL», publicação que a autarquia carregalense editou propositadamente para esta comemoração do feriado municipal.

Também marcaram presença Vítor Simões, da Mealhada, e Carlos Micaelo, de Coimbra, dinâmicos entusiastas do caminho-de-ferro que, juntamente com Licínio Oliveira, de Arazede, e Mário Mesquita, do Porto, colaboraram na Mostra Comemorativa dos 130 Anos da Linha da Beira Alta promovida por Lino Dias e patente no Museu Municipal de Carregal do Sal durante Agosto de 2012, em cuja inauguração, dia 04 daquele mês, surgiu a ideia da publicação do referido livro. A convite de Lino Dias, o poeta e historiador carregalense Hermínio Cunha Marques proferiu na altura uma alocução histórica sobre a importância que o comboio teve para o concelho e a região envolvente, cujo brilhantismo levou o vice-presidente da Câmara a lançar-lhe o repto para editar um livro sobre a comemoração dos 130 anos da Linha da Beira Alta, com base naquela resenha histórica.

Promessa cumprida de ambas as partes, eis que surgiu agora esse livro, com importância associada de ter tido exclusividade no programa da sessão solene de comemoração do feriado municipal. Na abertura da sessão, Atílio Nunes manifestou-se agradado com o facto de este último feriado como presidente da Câmara ter sido dedicado à comemoração dos 130 Anos da Linha da Beira Alta. Recordou os tempos em que as estações de Carregal e Oliveirinha, ambas do próprio concelho, tinham grande movimento de passageiros e mercadorias, em serviço combinado com três carreiras de camionagem, uma delas com sede em Oliveirinha, já extinta. Concluiu a intervenção com os parabéns a Hermínio Cunha Marques por desta vez se ter dedicado à Linha da Beira Alta.

Proposto por Luís Fidalgo, vice-presidente da Câmara, orador seguinte na qualidade de vereador da Cultura, cumpriu-se um minuto de silêncio em memória dos autarcas e funcionários falecidos, de forma a compensar a falta da habitual missa de sufrágio no programa oficial de comemoração do feriado. Segundo o mesmo deu a saber, houve missa, a que também assistiu, mas por iniciativa de familiares de autarcas e funcionários falecidos. O vereador da Cultura descreveu depois as circunstâncias em que lançou o repto a Hermínio Cunha Marques para a publicação do livro, com compromisso da Câmara na sua edição. Realçou o muito que a Linha da Beira Alta representou para o concelho, fez referência à utilização do comboio por refugiados salvos por Aristides de Sousa Mendes, ao declínio das estações e seu abandono e à luta pela paragem do comboio intercidades, factos estes contidos no livro e que então realçou.

Último orador, Hermínio Cunha Marques referiu que o seu livro “são retalhos da vida, já de várias gerações” desde que o comboio parou pela primeira vez na estação de Carregal, no longínquo ano de 1882. “O comboio desde sempre me fascinava, talvez por ter a estação perto da casa de meus saudosos pais, onde, nos tempos escolares, jogava a bola à sua frente, e depois, na juventude, me proporcionava momentos agradáveis, encontros e convívios, essencialmente no Verão, com a colónia lisbonense para aqui deslocada, como estância sanatorial que então era o Carregal” – afirmou Hermínio Cunha Marques.

Por fim, e depois do encerramento da sessão solene, foi oferecido a todos os presentes um exemplar do livro, que o autor ia rubricando à medida que a isso era solicitado, dando-lhe ao mesmo tempo oportunidade de receber, individualmente, os merecidos parabéns. Antes da saída, puderam ainda apreciar alguns objectos que fizeram parte da mostra comemorativa dos 130 anos da Linha da Beira Alta e que agora ornamentavam o salão nobre.

.

Artigo publicado originalmente em Faroldanossaterra.net

Terça-feira, 23 Julho 2013
Texto e Imgens Lino Dias