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Agricultores protestam contra encerramento de apeadeiros

Comboio é o principal meio de transporte para agricultores. Vários agricultores associados e do sector familiar dos distritos de Malema e Ribáuè, considerados “celeiros” da província de Nampula, protestam contra o anunciado plano de encerramento de alguns apeadeiros ao longo da ferrovia entre as cidades de Nampula e de Cuamba. A maior parte dos produtores que têm no comboio o seu único meio de transporte público consideram a medida insustentável do ponto de vista social e justificam ainda que poderá reflectir-se negativamente no escoamento dos seus produtos agrícolas para os diversos mercados daquela província do Norte do país.

Malema e Ribáuè são distritos potenciais na produção de cereais e hortícolas e com capacidade de abastecer as vizinhas províncias da Zambézia, do Niassa e de Cabo Delgado.

Para Carlos Albino, agricultor do centro de produção hortícola de Nacata, posto administrativo de Mutuali, grandes quantidades de tomate produzido neste ano correm sérios riscos de se estragar nos armazéns, devido à falta de transporte.

Por sua vez, Jorge Dama, que explora uma área de 25 hectares, considera que o deficiente estado da maior parte das vias de acesso não permite a circulação de viaturas para os principais centros de produção agrícola. Essa ideia é partilhada por Mário Calisto, do posto administrativo de Iapala, em Ribáuè.

O plano de redução do número de estações de comboio tem em vista garantir melhor segurança aos utentes daquele meio de transporte e reduzir o tempo de viagem, conforme as projecções do Corredor de Desenvolvimento do Norte, CDN, empresa concessionária da ferrovia.

O PAÍS
05 Agosto 2013
Luís Rodrigues