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Administração da CP e Sindicatos estiveram reunidos dia 29

tabelaCortes

SNTSF – Tabela de Cortes 2014

Sindicatos dos trabalhadores do setor ferroviário e a Administração da CP estiveram reunidos no passado dia 29 para discutir o impacto das medidas previstas no Orçamento do Estado para 2014 e o decreto-lei 133/2013, na vida e no rendimento dos trabalhadores.

Segundo o comunicado SNTSF:

Corte nos salários – Tem a administração alguma capacidade para evitar que, a partir de 1 de Janeiro de 2014, os ferroviários da CP e das empresas do grupo, tenham redução nos seus salários,conforme consta na proposta de Orçamento do Estado?
Nisto a resposta foi clara: “Em termos de salários, a partir do próximo dia 1 de Janeiro, aplicarse-á aquilo que o Orçamento determinar”.

Trabalho extraordinário e ajudas de custo – O decreto-lei 133/2013impõe, a partir de 2 de Dezembro próximo, a redução do trabalho extraordinário para12,5% na primeira hora; 18,75% na segunda hora e 25% nas restantes, nos dias feriados enos dias de descanso, assim como a redução, mais ou menos para metade, das ajudas decusto. Têm administração alguma capacidade de evitar que isto aconteça?

Esta foi uma outra pergunta, que teve como resposta: “Não tem a administração qualquerdado que lhe permita dizer que não é isto que se aplica no próximo dia 2 de Dezembro”Quanto a estas matérias afirma a administração que pretende discuti-las com os sindicatos,mas sem saber se saber se um eventual entendimento sobre estas matérias, pode afastar a aplicação do artigo 18º do decreto-lei 133/2013.

CONCESSÕES HÃO-DE VIR, MAS. . . O tema das concessões esteve presente na reunião, até porque a administração ao longo deste tema, afirmou que estava empenhada na sua resolução, afirmando que a mesma poderia ser encontrada no âmbito do Orçamento do Estado para 2014.
Conhecida a proposta de OE o que vemos é um art.º 142º que, no essencial tem a mesma redacção do actual, ou seja, “têm direito a transporte gratuito, um determinado número de outros trabalhadores, sendo esse direito recusado aos ferroviários
Em resposta a esta questão a administração informou que as mesmas regressarão, mas não na forma de gratuitidade, conforme direito adquirido pelas sucessivas gerações de ferroviários, mas sim, com um desconto de 75% para trabalhadores e reformados e 50% para os familiares a cargo, mas nunca antes de 1 de Janeiro de 2014.
Lembrámos a administração que, as expectativas criadas da resolução do problema no próximo OE não eram de aumentar o desconto hoje concedido, mas a reposição do direito de gratuitidade do transporte, como forma de contrapartida do trabalho, ou como “prémio” pela dedicação ao caminho-de-ferro.
Entretanto foi anunciado a reposição do passe escolar para os filhos de todos os trabalhadores das empresas do grupo CP. Para nós, a administração não está a conceder nenhuma benesse aos trabalhadores, mas a repor uma pequena parte daquilo que foi roubado pelo governo.

REDUÇÃO DA IDADE DE REFORMA – O governo está a propor o aumento da idade de reforma para os 66 anos. Esta medida insere-se na mesma linha neoliberal das políticas que têm sido seguidas – empobrecer quem trabalha e aumentar o tempo de trabalho – é mais uma forma de exploração de quem trabalha, para beneficiar os grupos económicos/financeiros.
Para além disto questionámos a administração da CP, sobre o que vai fazer para as categorias que estão impedidas de exercer a sua profissão além dos 65 anos e que se quiserem reformar com essa idade, serão penalizados com 12% na sua reforma conforme proposta do governo.

CP REFÉM DA ADMINISTRAÇÃO DA REFER – sobre o recente acontecimento da Linha do Vouga em que, de uma hora para a outra, a CP e os trabalhadores foram confrontados com a decisão de reduzir a velocidade, nalguns troços, para 10 e 20Km/h, que são muito competitivas, mesmo com o transporte de burro.
Este episódio veio demonstrar que o mal está no modelo escolhido, que coloca uma empresa de infraestruturas e a operadora ferroviária fora de sintonia em relação ao objectivo final, o de melhorar e alargar o transporte ferroviário a mais pessoas e a mais regiões do País, conforme obrigação de uma empresa pública.
Assim, face à falta de investimento e redução de verbas na manutenção preventiva, a qualquer momento podemos ser confrontado com outro episódio destes, em qualquer linha que à muito pretendem encerrar.”

Comunicado