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“ESTAÇÕES ESQUECIDAS” no Lavradio

 A Exposição Fotográfica “Estações Esquecidas” de Sílvia Gonçalves estará patente ao público no Espaço L (antiga estação do Lavradio) de 7 a 14 de Dezembro, entre as 15,30 e as 19 horas.

A inauguração da exposição está marcada para dia 7 de Dezembro ás 15,30, seguida de um colóquio sobre o futuro do Património Ferroviário do Barreiro. A entrada é livre.

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cartazLavEstEsquVivemos actualmente num século em que muito se pondera os caminhos-de-ferro de todo o mundo. Na Europa a política passa pela reabertura de várias linhas, modernizando-as, uma escolha que tende a cativar novamente as populações.

Por terras de Portugal, o interior tem tendência em ficar cada vez mais desertificado, com o fecho de várias linhas.

Entre 1975 a 2000 o desaparecimento da ferrovia em Portugal ficou marcado pelo exorbitante número de 849,8oo km, número esse, que receio não ficar por aqui.

Parte desses marcantes quilómetros situam-se na região de Trás-os-Montes, que desfrutava das deslumbrantes linhas de Tua, Corgo, Tâmega, Sabor e Douro, esta ultima ainda em actividade apesar de já não na sua totalidade.

O que objecto é descrever em imagens, o perdido património ferroviário, no chamado “Reino Maravilhoso” (citando assim Miguel Torga), algum dele ameaçado de se perder para sempre pela construção de barragens, a sua alteração para ciclovias, ou mesmo largado ao abandono.

 

 

Detalhes das Linhas de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

Linha do Corgo71.400 quilómetros ( encerrada em Julho de 2010 )

 

Linha do Douro203 quilómetros ( encerrada em Outubro de 1988 o troço entre as Estações Pocinho e Barca D’Alva )

 

Linha do Tua134 quilómetros ( neste momento em funcionamento somente o percurso  entre Mirandela e Cachão, assegurado pelo Metro de Mirandela )

O Metropolitano de Superfície de Mirandela, questiona extinguir definitivamente, os 15kms de linha ainda em funcionamento,

 

Linha Sabor – 105 quilómetros ( encerrada em Agosto de 1988 )

 

Linha do Tâmega - 51,733 quilómetros ( encerrada em Janeiro de 1990 )

“Existem momentos em que sentimos que alguma coisa nos chama como um apelo distante.

Apetece repousar os olhos, tranquilizar o espírito

Como gosto eu de palmilhar os caminhos de pé posto que sulcam o mundo que nos viu nascer!

Na minha chegada a Trás-os-Montes, os meus olhos não descansaram perante tanta beleza.

As perspectivas que os rios e os vales oferecem, para quem ama a natureza, o património e a paixão pela fotografia, são inexplicáveis!

Trás-os-Montes deslumbrou-me, e em muitas circunstâncias comoveu-me.

Tomo a ousadia de partilhar esta minha colecção de imagens, colhidas pelas linhas ao sabor do acaso, talvez desconexas, parciais, restritas na visão… nem sempre é fácil entrar na alma das Coisas…, desvendar os segredos inscritos nas pedras graníticas destes vales.

Por vezes é bom descobrir o mundo com olhos encantados e ingénuos de criança”

 

Sílvia Gonçalves

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