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Vale pode alinear parte do Corredor de Nacala

MZlinhaSenaO grupo mineiro Vale pretende desfazer-se de metade da participação que detém no Corredor de Nacala, em Moçambique, mantendo no entanto o controlo sobre o projecto, disse segunda-feira em Nova Iorque o presidente executivo do grupo.

O projecto Corredor de Nacala envolve o grupo mineiro, actualmente com uma participação de 70% e a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, com os restantes 30% e centra-se na construção de uma linha de caminho-de-ferro entre Moatize, na província de Tete e o porto de Nacala, na província de Nacala, que será modernizado e onde será construído um grande terminal de carvão.

Num encontro com analistas, o presidente do grupo, Murilo Ferreira, disse que o grupo pretende desfazer-se de metade daquela participação mas assegurando que após a venda terá uma acção a mais do que o futuro comprador, dando-lhe o controlo sobre o projecto que vai exigir um investimento de 4,4 mil milhões de dólares.

Anunciando um programa de investimento de 14,8 mil milhões de dólares em 2014, Murilo Ferreira disse que mais de metade daquele montante será despendido na expansão da produção de minério de ferro e sua rede de distribuição, no desenvolvimento da operação integrada de carvão em Moçambique e no projecto Salobo de cobre e ouro, no Pará.

Pretendemos aplicar capital apenas em activos de classe mundial com grandes reservas, baixos custos e produtos de alta qualidade”, disse o presidente da Vale.

Murilo Ferreira anunciou ainda que o começo da segunda etapa do projecto de carvão da Vale em Moçambique, Moatize II, foi adiado em um ano para o segundo semestre de 2015, à semelhança do decidido para os projectos Serra Leste e Tubarão VIII, ambos no Brasil.