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Linha do Sena continua com trabalhos de restauração

mz_LsenaObrasForam concluídas na semana passada as obras de restauração de alguns troços da linha férrea de Sena, ligando o Porto da Beira, em Sofala, à vila carbonífera de Moatize, na província de Tete, numa extensão de aproximadamente 575 km, incluindo o ramal Inhamitanga/Marromeu.

O propósito da reabilitação dos troços considerados como sendo críticos tem em vista fazer face à presente estação chuvosa, evitando que o escoamento de carvão seja interrompido na zona centro de Moçambique.

Tal esforço, segundo o director da Brigada de Reconstrução da Linha de Sena, Sancho Júnior, surge depois de a via ter sido fustigada pelas mesmas intempéries na última semana de Janeiro passado, tendo provocado a interrupção do tráfego ferroviário, sobretudo, o escoamento do carvão mineral durante aproximadamente três semanas.

Desta vez, conforme a aposta da empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, ao longo da zona baixa do vale do Zambeze que faz parte do traçado da linha, designadamente entre Sena e Moatize, basicamente nos quilómetros 370 e 378, entre as estações ferroviárias de Zimira e Mapangal, foram construídos três aquedutos com o diâmetro de 2,2 metros cada um, para dar maior vazão às águas pluviais.

Também foi reforçada a plataforma da via e lançou-se uma limpeza constante das valas e valetas, havendo no terreno equipas de trabalho a monitorar a linha permanentemente, sobretudo, entre Sena e Moatize.

Entretanto, há entre as estações ferroviárias de Dondo e Sena um e dois pontos aparentemente problemáticos, nomeadamente o trajecto Caia – Sena. Todavia, os técnicos ligados a ferrovias descrevem-nos como sendo de pequena monta.

Ainda como acção preventiva das chuvas normais com tendência a acima do normal durante este mês e nos dois próximos no Sul e Centro do país, Sancho Júnior indicou que se encontra já posicionado no terreno um equipamento pesado para abertura de valas que, em princípio, vai operar na região crítica até finais de Fevereiro próximo.

Tudo isto, no dizer da nossa fonte, acontece numa altura em que a linha de Sena está desde Junho passado até Fevereiro de 2015 a ser alvo de obras com vista à duplicação da sua capacidade de escoamento de carga dos actuais 6,5 milhões de toneladas por ano atingidos em Março passado para 20 milhões.

Segundo as previsões, até este ano haverá no trajecto o mínimo de linhas de cruzamento significantes nas estações de 750 para 1500 metros cada para fazer comboios com o dobro de comprimento actual de 42 vagões com duas locomotivas cada para 100 vagões com seis máquinas.

As obras contam com o investimento de 162.718.770 euros, sendo que o empreiteiro português Mota-Engil e Grupo Visabeira executam a empreitada sem sobressaltos e começam a chegar no país materiais cruciais como carris, diversas máquinas pesadas e viaturas com gruas e tracção às quatro rodas e até zorras para cada chefe do sector, transporte de trabalhadores e materiais nos meados de 2014.

Horácio João/NOTÍCIAS