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Termina amanhã a Greve ao trabalho extraordinário na CP e CP-Carga

linhaSegundo o site da FECTRANS, amanhã dia 3 de janeiro vai ser o último dia do pré aviso de greve subescrito pela federação de sindicatos da CGTP, que se  iniciou no passado mês de dezembro . Já sem  algumas organizações sindicais e com acordos assinados, a adesão  por parte dos trabalhadores  não foi expressiva.

Por outro lado, o ano de 2014 inicia-se  em clima de Paz Social  no sector ferroviário público. Os trabalhadores do operador Comboios de Portugal (CP) afectos à operação ferroviária, manutenção, e mercadorias, e do gestor da infraestrutura REFER, entram no novo ano com reduções no salário que podem significar  cortes entre os 2,5% e 12%, por imposição do OE 2014.

Destaca-se no fim de 2013 a paz social que entra por 2014, e a pouca mobilização que motivou na greve ao trabalho extraordinário. Determinada pela refiticação de acordos assinados, e da iniciativa das muitas  organizações representativas dos trabalhadores (ORT) quando as prioridades passaram dos ferroviários como classe para as  profissões  ferroviárias.

Por outro lado, o secular direito de transporte do regime de concessões,  transversal ao sector público e que simbolicamente representa a ligação do sector, não se revelou catalizador na convergência das ORT’s ferroviárias, e entre os trabalhadores no activo, reformados, e ex-trabalhadores. Deixando no fim espaço para a convergência, mas  um posicionamento pouco próximo para uma posição de defesa do sector público de transportes.

Sector que entretanto, e pelo meio do devir nas relações laborais entre trabalhadores e empresas, espera mais  365 dias  de transformações. Mais degraus na transposição da legislação europeia. Como no sedimentar do posicionamento do Regulador, a aplicação da liberalização do transporte de passageiros, um serviço público de concessão, e o papel dos operadores privados.