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O Vale do Vouga na comemoração dos centenários

carlos_03aNuma Europa em guerra, Oliveira Salazar, ao mesmo tempo que para o exterior proclamava a neutralidade do pais, internamente  desenvolvolvia uma intensa campanha  de propaganda  nacionalista/ideológica assente numa história feita de actos heróicos. Assim, 1940, assumiu-se como o ano do ” Duplo Centenário da Formação da Nacionalidade e da Restauração (1140 – 1640 – 1940)” . As comemorações iniciam-se a 2 de Junho, no Castelo de Guimarães, e prolongaram-se até ao dia 2 de Dezembro, encerrando oficialmente na Sé de Lisboa.

Desse ano a história consagrou: –  o discurso do Presidente do Conselho “800 anos de independência”. Através de uma simbologia de grande efeito propagandístico, Salazar, fundamenta ideologicamente o regime e a sua acção reformadora  na capacidade da Pátria, demonstrada ao longo de séculos, de se regenerar internamente.

A política do Estado Novo, não era mais do que um desses momentos, em que o pais se transforma para se adaptar aos tempos. Desses principios, e com muito maior visibilidade, deu conta a  Exposição do Mundo Português, concebida por Continelli Telmo. Ficam  num segundo plano outras inicitivas que, no entanto, não deixam de ser importantes para a compreensão dos factos.

carlos_03bDe entre elas Caminhos de ferro um  cartaz desdobrável, a cores, com 50×37 cm, dobrado em 19×10 cm., impresso na tipografia Aliança, no Porto. Não sabemo squem editou, mas supeitamos da Companhia Exploradora. O conteúdo é de divulgação histórica, patrimomonial, turística e económica dos concelhos de Espinho, Vila da Feira, Oliveira de Azemeis, Albergaria-a-Vélha, Vouzela, Termas de S. Pedro do Sul, Viseu e Aveiro, a que se junta um perfil global da linha e um mapa ilustrado – fotografia e desenho -com a localização de concelhos e principais monumentos. É a regionalização do centenário. Os mesmos principios, mas na escala de uma pequena linha de via estreita que liga a beira do litoral à interior alta.

autor: Carlos Barbosa Ferreira