free web
stats

Estragos na Linha do Sena atrasam escoamento de carvão

mocambiqueA linha de caminho de ferro do Sena, que faz o escoamento ferroviário de carvão extraído na província de Tete para o porto da Beira , está parada.  Segundo a imprensa moçambicana, desde a passada semana devido aos estragos causadas pelas cheias.

A situação está a provocar “ataques de nervos” aos responsáveis das empresas mineiras a operar naquela província. Adicionando-se às chuvas o facto de na terça-feira da semana passada ter ocorrido um descarrilamento.

Os prejuízos com acidentes, com três descarrilamentos este ano, e calamidades naturais já afectam a contabilidade e os compromissos das empresas, com contratos de compra e venda, nomeadamente nos mercados indiano e chinês.

Até Dezembro do ano passado, a mineira brasileira fez passar pela linha de Sena mil comboios com mais de dois milhões de toneladas de carvão, enquanto a Rio Tinto escoou na sua primeira operação 35 mil toneladas.

De acordo com a imprensa moçambicana, altos quadros do grupo Vale estão em Moçambique a avaliar a situação, sendo o défice de infra-estruturas e a ineficiência da linha de Sena matérias   “serão tratadas ao mais alto nível em breve.”

Além dos 10 quilómetros de via férrea destruídos com o descarrilamento da semana passada, as chuvas que se fazem sentir em Moçambique provocaram prejuízos na linha. O mau tempo levou carris,  sulipas e balastro, e  a ajudou a destruir pequenas obras de arte.

A linha de caminho-de-ferro do Sena está em obras de reparação desde Maio de 2012, em obras orçadas em 45 milhões de dólares que consistem no levantamento e realinhamento da via incluindo reforço do balastro.

— actualização —

O tráfego ferroviário ao longo da linha de Sena, entre a bacia de carvão de Moatize, província de Tete, e o porto da Beira, foi interrompida  a 11 de fevereiro por causa das inundações no rio Zambeze terem lavado balastro de  parte da linha.

Mais concretamente, entre  Messito e estação de Doa em Tete, desapareceram 15 metros de balastro. O grupo Português Mota-Engil, actual responsável pela renovação da linha de Sena, prontificou-se a construir uma ponte na área crítica de forma a  permitir retomar o tráfego.

A linha apresenta um  média diária de 12 comboios de carvão das empresas Vale, e Rio Tinto. A interrupção do tráfego ferroviário significa  mais problemas de escoamento para as empresas de mineração. Demonstra a fragilidade do transporte, a falta de soluções. Em teoria, a linha de Sena, suporta um tráfego de  seis milhões de toneladas de carga por ano, mas as previsões das empresas mineração para exportação são muito superiores.

Os trabalhos de renovação têm como objectivo aumentar a capacidade da linha de Sena para 20 milhões de toneladas por ano. Mas os  sucessivos atrasos na obra já  levaram a Vale a cortar no valor das previsões para exportação.

A Vale espera libertar-se da dependência ddo corredor ferroviário de  Sena, através da construção de uma nova Linha situada mais a sul, no Malawi. A ligar na linha existente ao norte de Moçambique, e daí seguir com o carvão até o porto de Nacala.