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ORT’s reagem contra privatização da EMEF

sntsfA Comissão de Trabalhadores (CT) da EMEF, e Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) reagiram em comunicado conjunto contra a intenção de privatização da EMEF avançada na proposta de Orçamento de Estado para 2015. Para as ORT´s “esse caminho conduzirá à extinção da actividade oficinal – manutenção e produção – de material circulante ferroviário em Portugal, na sequência do que já fizeram à SOREFAME” refere o comunicado.

De acordo com o documento este tem sido um processo que já se encontra em curso algum tempo. Apontam o esvaziamento da EMEF em opções como a parceira NOMAD, a criação da SIMEF, ou a ordem da Tutela para abandonar o parque oficinal de Guifões.

“Foi nesta linha que decidiram o encerramento da Figueira da Foz e Coimbra” refere o comunicado tendo em conta a actualidade das oficinas do Barreiro. “ Temos assistido à destruição das oficinas do Barreiro, em que os trabalhadores vão ficando sem aproveitamento das suas capacidades técnicas, para que assim se crie a desmotivação e que, cada um assuma a vontade para sair por falta de expectativas”.

De uma reunião entre ORT’s e Administração EMEF saiu sobre o Barreiro, “No Barreiro informaram que os R`s são para deixar de ser feitos, assim como gradualmente o diesel, dizendo também que vão dispensar um número grande de trabalhadores desta oficina ” refere o comunicado, situação que deixa uma questão – que tipo de competências sobra para o Posto Oficinal do Sul – Barreiro, com o fim da reparação diesel?

A entrada de 15 trabalhadores espanhóis contratados para o Entroncamento é outro dos aspectos apontados. “Não autorizam a admissão dos trabalhadores que fazem falta e depois subcontratam empresas amigas ou de amigos, como está a acontecer no Entroncamento com os 15 trabalhadores de uma empresa espanhola a trabalhar nos vagões”, a EMEF como empresa pública tem as contratações congeladas por imposição do actual Executivo.

Em entrevista recente, Sérgio Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes, à Antena 1, referia: “Para nós não nos interessa tanto o capital que detém as empresas, mas a qualidade do serviço que é prestado e o impacto que tem para a nossa economia ”. Falava a propósito da privatização da TAP. Para o sector da reparação e manutenção ferroviária sabe-se que com o OE 2015, a porta fica aberta a uma futura alienação, em aberto fica também saber qual a qualidade e impacto que o Executivo espera da EMEF para a nossa economia.