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Locomotiva mineira Pedemoura vai voltar ao activo em Inglaterra

img: Leighton Buzzard

img: Leighton Buzzard

Em terras inglesas a locomotiva a vapor portuguesa Pedemoura foi recuperada e está em vias de voltar a circular regularmente. Na linha de via estreia da ferrovia Leighton Buzzard Light Railway ainda não foi confirmado um calendário de viagens, mas a plataforma online UP Steam avança a existência de indícios fortes de que poderá assegurar já este ano uma temporada de passeios.

A locomotiva a vapor prestou serviço nas minas de carvão do Pejão, concelho de Castelo de Paiva, Douro.  Nos anos 70 do Séc. XX emigrou para Inglaterra com a finalidade de ser preservada. Em 2005 foi vendida aos membros da ferrovia cultural Leighton Buzzard Light Railway.

Segundo a Leighton Buzzard, no seu sitio web, a atenção dada à preservação do veículo aquando da chegada às ilhas foi pouca. A reviravolta para estado actual só aconteceu recentemente:  “Esta poderosa locomotiva foi construída para servir nas minas de carvão do vale do Douro, no norte de Portugal. Nos anos 70 foi importada para o Reino Unido com a finalidade de ser preservada, mas só depois de chegar ao Leighton Buzzard, à alguns anos atrás, é que mereceu uma atenção séria de recuperação”.

A locomotiva já procedeu a testes de linha no canal da via estreita de Leighton Buzzard Light Railway. As primeiras circulações desde que deixou Portugal, adianta o colectivo da ferrovia cultural. Processo onde realizou à poucos dias uma circulação especial de máquina e carruagens. “No dia 20 de Junho com a Pedemoura encabeçou uma composição de máquina e carruagens numa circulação  especial até Leedon e volta a Stonehenge”, avança o site inglês UP Steam.

A Pedemoura é uma locomotiva de tracção a vapor do tipo 0-6-0WT, datada de 1924, e construção da casa Orenstein & Koppel, Berlin, Alemanha. De referir que esta locomotiva é só mais uma entre muitas locomotivas de via estreita portuguesas preservadas e em estado de marcha no estrangeiro. Peças geralmente associadas a projectos de museologia vivos ou a ofertas de turismo ferroviário.

Em ambos os casos uma dinâmica estimulada em Portugal com 2 bons exemplos já em 2016. A venda de mais uma locomotiva de via estreita, e o levantamento da via algaliada na Estação da Régua. Curiosamente duas iniciativas na linha do Douro, talvez a linha com maior potencial para ser um produto ancora de exploração turística. Mas Portugal surge na actualidade como o único país da Europa e dos poucos no mundo onde não há locomotivas de via estreita a funcionar.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.